
Por Anamaria Bacci, jornalista e tradutora da G&M News.
Vocês começaram as operações em 2003 em São Paulo e agora imagino que estão estourando mais que nunca com a pandemia? Por este prisma, foi positivo o lockdown?
Ficamos na cidade de São Paulo, em Pinheiros (SP – Capital). Desde março 2020, estamos trabalhando no modelo remoto, o que alterou um pouco o perfil dos colaboradores. Hoje temos colaboradores em diferentes estados do Brasil. Dessa forma, trouxemos flexibilidade e diversidade de talentos à equipe e à empresa.
Qual foi a porcentagem no aumento das apostas em relação ao período pré-pandemia?
Registramos um aumento de mais de 50% no volume de apostas e 70% de novos clientes, que fizeram uma primeira compra conosco. Certamente, houve um aumento da demanda, proveniente da onda de digitalização reforçada na pandemia, mas houve também um aumento de investimento em pessoas talentosas e em mídia, além do amadurecimento da operação como um todo.
Quem são seus principais clientes?
As loterias são um produto muito universal, em termos de interesse em consumo. Há uma predominância nas faixas de 25-34 anos e muito equilíbrio entre os gêneros. A loteria está ligada aos sonhos das pessoas. Portanto, muita gente sonha em usar o prêmio em viagens e outros tipos de consumo. De toda forma, pela universalidade do produto, é muito difícil categorizá-lo. É algo democrático e que todo mundo joga. Pela nossa mecânica de apostas especializada em bolões, temos a tendência a trazer usuários mais heavy users, que calculam estatísticas e probabilidades. Os bolões, apesar de terem um ticket médio mais alto, também têm uma incidência de prêmios maior (por mais que não necessariamente o prêmio principal) e isso faz com que o apostador se torne mais frequente, pois vê que as chances de ganho são reais.
O que a loteria representa para o brasileiro? Quais são as principais opções de jogo nesta vertical?
A loteria é um costume nacional brasileiro. Com base em dados da Pesquisa de Orçamento Familiar 2017-2018 (pré-pandemia) e analisando os gastos da população em nove modalidades lotéricas no Brasil: Mega-Sena, Dupla-Sena, Lotomania, Lotofácil, Quina, Loteca, Lotogol, Timemania e Loteria Federal, os resultados mostraram que, em um ano, quase 6 milhões de pessoas apostaram na loteria (4% da população adulta). A Mega-Sena foi a loteria preferida dos apostadores; quase 4 milhões apostaram nessa modalidade.

Quais são as vantagens das apostas online em relação às apostas tradicionais? As pessoas ganham mais, apostam mais? Consequentemente, os prêmios são maiores?
As apostas online oferecem praticidade e comodidade. Assim, o jogador não precisa se deslocar até uma casa lotérica, por exemplo, para fazer a sua ‘fezinha’. Os jogos em loterias pela Internet também agilizam todo o processo de apostas, visto que não se perde tempo com a locomoção. Com o Sorte Online, o jogador pode fazer a sua aposta de onde quer que esteja e quando quiser, seja pelo computador, tablet ou smartphone. Só é preciso ter mínimo de 18 anos e uma conexão de Internet. Além disso, os bolões de loterias ficam disponíveis até minutos antes dos sorteios do dia começarem, então um apostador que não conseguir fazer o seu jogo individual por causa da limitação de horário, não fica sem participar do concurso de sua loteria predileta.
Que métodos de pagamento utilizam?
O Sorte Online disponibiliza diversos métodos de pagamento e que ficam à critério do apostador.
É possível pagar tanto apostas individuais como cotas de bolões com cartão de crédito (compras de pelo menos R$ 5,00), transferência bancária (valor mínimo de R$ 5,00), Pay4Fun (valor mínimo de R$ 5,00), boleto bancário (compras a partir de R$ 30,00) ou até mesmo utilizar créditos do site para quitar o valor dos jogos. Os créditos Sorte Online podem ser fruto de premiações conquistadas no portal, mas que o apostador decidiu utilizar para fazer novos jogos, ou um crédito adquirido antecipadamente. A vantagem de utilizar nossos créditos é que é possível confirmar as apostas mesmo fora do horário comercial.
Na recente Pesquisa de Opinião Pública Nacional da empresa Paraná Pesquisas destacou-se- o dado de que 53,9% dos consultados era a favor da legalização do jogo online, frente a 39,5% que estava contra. Como vê esta polarização na sociedade brasileira?
Acreditamos que faz parte do processo de maturação da economia e do segmento. Entendemos que o gaming, segmento do mercado de entretenimento em geral, deve ser dissociado de qualquer imagem negativa que possa ter até o momento. Um exemplo dessa lógica é Las Vegas, que também enfrentou resistência e hoje é um polo virtuoso não só dos jogos, mas também do turismo e da indústria do entretenimento.
Você concorda com a regulamentação da atividade? Acredita que a arrecadação pode servir para ajudar os mais carentes como no caso do Renda Cidadã?
Um mercado regulamentado é o melhor cenário para qualquer segmento, e com os jogos de azar não seria diferente. Este mercado já se tornou popular mesmo sem regulamentação, então, é provável que sua legalização possa render muito aos cofres públicos e para a sociedade. Caso parte da arrecadação seja destinada a projetos sociais ou áreas do Governo, como acontece com as loterias que contribuem com a Saúde, Cultura e Segurança Pública. Certamente, os benefícios da legalização serão ainda mais expressivos.







