
Alienação de património, racionalização de recursos, através da junção de alguns serviços, controlo nas nomeações que passam a ser feitas por recrutamento interno e aposta em novos jogos sociais são alguns dos pontos que constam do Plano de Reestruturação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), apresentado pelo provedor Paulo Alexandre Duarte de Sousa à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria Rosário Palma Ramalho.
Nesse sentido, o plano é para ser aplicado em três anos e tem como objectivos a eficiência, através da racionalização de recursos e aposta na informatização de sistemas, o reequilíbrio financeiro e a requalificação da qualidade dos serviços prestados pela SCML que tem como foco a acção social.
No que diz respeito à venda de património, estarão em causa vários terrenos rústicos espalhados pelo país que não estão a ser rentabilizados há anos e para os quais, feita uma avaliação, não se encontrou qualquer aplicação. Já quanto à racionalização de recursos, o plano prevê a junção de vários serviços (por exemplo, às compras) das várias entidades e, provavelmente, de departamentos financeiros. O departamento de jogos tem sido sempre autónomo relativamente à SCML, mas é possível que venham a ser criadas sinergias.
Além disso, no tocante aos recursos humanos, a SCML também poderá que ler de emagrecer o seu efectivo. Num universo de quase seis mil funcionários, algumas da pessoas que saiam, nomeadamente por via da reforma, não deverão ser substituídas, a não ser que tal se revele estritamente necessário.
A procura de novos jogos surge também uma prioridade, urna vez que os jogos sociais, corno Raspadinha, Totoloto, Placard, ou o Euromilhões, representam 80% da receita da Santa Casa. A quebra de receitas é urna realidade e a concorrência dos jogos online tem contribuído para isso.







