
Por Tatiana Martins, jornalista da G&M News
Como você viu o desenvolvimento do BiS SiGMA Américas, tendo sido a primeira edição após a regulamentação do mercado de apostas online no Brasil?
Gostei muito do evento. A feira esteve ainda maior do que no ano passado, o que é ótimo, pois refletiu o avanço e o aumento dos investimentos no setor. A organização também evoluiu bastante. Os painéis foram bem planejados, com temas relevantes e definidos. Tratou-se de uma excelente oportunidade para acompanhar de perto os movimentos do mercado já no início do ano, especialmente após o primeiro trimestre. Tudo foi muito interessante, e a experiência resultou realmente positiva.
Como o Brazino777 se destaca da concorrência e atrai mais jogadores em Brasil?
Acredito que o principal diferencial do Brazino777 é, sem dúvida, a força da marca. Tenho percebido que o Brazino já faz parte da cultura paulistana, carioca e brasileira de forma geral. É comum ver pessoas brincando com isso; aqui no Brasil, já virou piada, virou meme, cultura pop mesmo. Tem vídeos circulando na Internet, e essa identificação espontânea cria uma conexão genuína com o público. Muita gente comenta isso comigo: mesmo quem não é jogador acaba se aproximando do nosso estande, entra, observa e se diverte. Essa leveza, esse clima de brincadeira e alegria é algo único. No segmento de cassinos, onde a oferta de jogos costuma ser bastante parecida entre as operadoras, ter uma marca que se comunica bem com o usuário é uma grande vantagem. Além disso, estamos preparando duas iniciativas importantes para este ano. A primeira é a melhoria da nossa plataforma de apostas esportivas, para oferecer uma experiência ainda melhor a quem tem interesse nessa vertical. A segunda é um programa de fidelidade robusto, totalmente alinhado com o que a regulamentação prevê, uma ferramenta estratégica para diferenciar os jogadores mais engajados daqueles que acessam ocasionalmente. Esses dois projetos devem ser lançados até o fim do ano e certamente vão reforçar ainda mais nossa proposta no mercado.
Estamos diante de um novo cenário, com a regulamentação dos jogos e apostas no Brasil, que traz desafios importantes como o combate ao jogo ilegal, a manipulação de resultados esportivos e as dificuldades regulatórias. O que você pensa sobre essas questões?
São muitos temas importantes. Mas, resumindo alguns dos que você mencionou: o combate ao jogo ilegal é, sem dúvida, fundamental. No entanto, essa responsabilidade recai sobre o Governo, que possui as ferramentas necessárias para agir de forma eficaz. O papel do regulador, especialmente do Governo Federal, é central nesse processo. Já houve avanços positivos, como a publicação da última portaria sobre o tema, mas ainda há um longo caminho pela frente. Cabe às empresas, por meio de ações institucionais e das associações, contribuírem com a parte educativa, conscientizando o público sobre a importância de apostar em plataformas autorizadas, que ofereçam segurança e estejam alinhadas com as diretrizes do ‘bet.br’. Sobre a manipulação de resultados esportivos, apesar de não ser nosso foco principal, já que atuamos mais fortemente no segmento de cassino, reconhecemos a gravidade do problema. Qualquer fraude no esporte afeta todo o ecossistema: jogadores, torcedores e o próprio valor do entretenimento. É essencial garantir a integridade das competições. Por fim, as questões regulatórias e tributárias estão diretamente ligadas à competitividade do mercado legal. Se as exigências forem excessivas ou os tributos inviáveis, isso dificulta a operação de forma sustentável. É preciso encontrar equilíbrio para permitir que empresas sérias atuem dentro das regras e, ao mesmo tempo, mantenham competitividade frente ao mercado não regulado.
Quais são as estratégias e ações do Brazino777 em relação ao jogo responsável?
Quando falamos de jogo responsável, gosto sempre de destacar que a legislação brasileira é bastante rígida. Para montar nossa estrutura, nos baseamos em diversas regulamentações internacionais, especialmente europeias, que também são bastante exigentes. Com isso, desenvolvemos um conjunto robusto de ferramentas, mas sempre tendo a lei como ponto de partida, que precisa ser cumprida por todos. No entanto, o que realmente diferencia uma operação da outra é a forma como os usuários identificados dentro dos critérios de jogo responsável são tratados. Ter as ferramentas disponíveis não significa que a aplicação delas seja simples. O atendimento a esses jogadores, o uso inteligente da estrutura interna e a abordagem adequada são aspectos que exigem cuidado e comprometimento. É possível cumprir a lei de forma superficial, mas o impacto real vem do esforço extra feito nos bastidores. Por isso, implementamos critérios próprios para classificar os usuários e tratar cada caso conforme o grau de risco identificado. Como se trata de um mercado novo, é essencial construir uma base de dados sólida e saber interpretá-la com cautela. Um comportamento atípico em um mês pode não indicar um problema real; às vezes, a pessoa recebeu uma promoção, mudou de emprego ou teve algum ganho pontual. Só o tempo e a consistência dos dados permitem entender se há, de fato, um padrão preocupante. Acreditamos que o jogo responsável precisa ser continuamente aperfeiçoado. Nos próximos meses -e principalmente nos próximos anos- veremos uma evolução significativa nas abordagens. Com mais dados e análise de comportamento, será possível reduzir falsos positivos e negativos e aumentar a eficácia das ações preventivas.
Qual o valor dos afiliados na política comercial da sua companhia?
Sem dúvida, os afiliados são uma parte essencial da estratégia de aquisição de jogadores. No entanto, com as mudanças no comportamento do público, nas regras do mercado e na forma de trabalhar a afiliação, é fundamental adotar uma abordagem mais estratégica. Hoje em dia, não adianta usar uma ‘bazuca para acertar uma formiga’. É preciso direcionar os esforços para atrair parceiros que realmente tenham capacidade de gerar tráfego qualificado. Não se trata apenas de quantidade, mas de qualidade. Por isso, é importante trabalhar com afiliados estruturados, que entendam o público e consigam trazer usuários alinhados com o perfil ideal da marca. Esse é um dos grandes desafios que teremos não só este ano, mas também nos próximos.







