
Por Tatiana Martins, jornalista da G&M News.
Você acaba de assumir uma posição estratégica na companhia. Quais serão suas principais prioridades neste novo desafio, especialmente em um setor tão dinâmico como o iGaming?
Sim, acho que a palavra é essa, sendo este um movimento estratégico. A Oddsgate tem uma forma muito clara e consistente de estruturar sua expansão, e a decisão de me incluir em sua equipe, sendo um profissional brasileiro que atua diretamente no Brasil, é mais um desdobramento natural desse plano bem delineado. A minha presença, que é mais local, não é apenas simbólica, mas sim uma forma de integrar o conhecimento regulatório e cultural do mercado à tomada de decisão global da empresa, reforçando a agilidade e a precisão nas nossas ações. A partir disso, o meu papel é assegurar que toda a equipe da Oddsgate acompanhe, de forma contínua, cada movimento regulatório no país, para que possamos antecipar ajustes e evoluções nos nossos produtos. Isso garante que nossos clientes mantenham sempre uma posição de vantagem diante das exigências desse mercado em transformação. Além disso, estarei à frente da representação da empresa no Brasil, promovendo iniciativas que fortaleçam a marca e sustentem seu crescimento de maneira consistente e alinhada às particularidades da indústria nacional.
Em que aspectos você acha que a Oddsgate se destaca das demais?
A Oddsgate é uma plataforma B2B de iGaming que se diferencia por combinar tecnologia robusta, adaptabilidade regulatória e visão estratégica global. A empresa nasceu com a proposta de oferecer não apenas um produto, mas uma infraestrutura capaz de evoluir junto com as transformações do setor, sejam elas impulsionadas por inovação tecnológica ou por mudanças regulatórias. O que considero mais interessante é que a Oddsgate atua em mercados distintos com uma abordagem muito específica, em que cada passo de expansão é planejado para integrar o conhecimento local ao modelo global. Isso garante que as soluções entregues aos parceiros estejam não só em conformidade, mas também preparadas para entender o público, antecipar tendências e novas exigências. Outro ponto marcante é a capacidade de desenvolver relações de longo prazo com os clientes. Não se trata apenas de fornecer tecnologia, mas de se posicionar como um parceiro estratégico, capaz de apoiar o crescimento sustentável das operações. Essa combinação de solidez técnica e leitura de mercado coloca a Oddsgate em uma posição única dentro da indústria.
Como você enxerga a evolução da regulação do iGaming globalmente e como as operadoras podem se preparar para esse cenário em constante mudança?
A regulamentação é uma matéria viva. Sempre é necessário revisar e adequar, seja apertando os ponteiros ou mesmo revendo pontos que foram solicitados em excesso. Aqui no Brasil tudo é novo. Todos estamos aprendendo, apesar das experiências de outros mercados, cada um tem suas particularidades e necessidades. Estar preparado para mudanças não é uma obrigação apenas das operadoras e sim de todo o sistema que abrange a indústria. É importante enxergar as mudanças como melhorias, sempre, entendendo que elas partem de necessidades internas, quer compreendemos ou não, e que o que nos cabe é definir o melhor caminho para absorvê-las. Se enfrentamos as mudanças com resistência, já começamos a trilhar um caminho errado e seguramente encontraremos muito mais dificuldades. Todos sabemos que ainda enfrentaremos muitos ajustes, portanto, é preciso considerar as implicações que isso pode causar, mas ainda que haja uma retração no mercado, ele permanece.
Quando falamos de compliance, muitos ainda veem o tema como um obstáculo e não como uma vantagem competitiva. Qual o seu parecer sobre o papel estratégico da conformidade regulatória dentro das empresas do setor?
Eu poderia resumir minha resposta a uma única palavra: necessário. Quem enxerga o compliance apenas como um obstáculo provavelmente não compreendeu plenamente o conceito nem os benefícios que a regulamentação traz ao setor. Estar em conformidade não é apenas seguir regras, mas blindar a empresa contra riscos que podem comprometer sua operação, reputação e sustentabilidade a longo prazo. É criar um ambiente de segurança para clientes, parceiros e investidores, transmitindo confiança de que todos os processos são conduzidos de forma íntegra e transparente. No nosso setor, a conformidade regulatória também é um diferencial competitivo. Ela permite operar com previsibilidade, antecipar mudanças, fortalecer a credibilidade e estabelecer uma relação sólida com os órgãos reguladores. Mais do que cumprir requisitos, é um posicionamento estratégico que assegura que a empresa esteja preparada para crescer de forma sustentável em qualquer cenário.
A nomeação de um Diretor de Assuntos Regulatórios sinaliza uma postura clara da Oddsgate em relação à integridade e à transparência. Como essa visão se traduz, na prática, para os parceiros e operadoras?
Acredito que minha nomeação como Diretor de Assuntos Regulatórios no Brasil transmite uma mensagem clara da Oddsgate não apenas aos parceiros e operadoras, mas a todo o ecossistema do setor, especialmente às entidades reguladoras. Essa decisão demonstra, de forma inequívoca, a preocupação da empresa em compreender profundamente o mercado brasileiro e garantir que seus produtos estejam integralmente alinhados às exigências de compliance, sejam elas estabelecidas em âmbito estadual ou federal. Mais do que uma adequação técnica, essa postura representa a materialização do compromisso da Oddsgate com o mercado brasileiro, com os parceiros e operadoras que utilizam sua tecnologia, e também com a sociedade. Em um ambiente regulamentado, o compromisso social, que envolve oferecer entretenimento de forma responsável e segura, é a premissa fundamental para qualquer agente desta indústria.
Para encerrar, que conselhos você daria a operadoras e fornecedores que estão entrando em mercados regulados agora e querem garantir uma atuação sólida e sustentável desde o início?
Primeiramente, mergulhem profundamente para entender o mercado, a cultura e o que é solicitado. Evitem fazer comparações com outros mercados. Cada um tem suas próprias particularidades e suas necessidades. Não é porque um mercado é mais evoluído e mais antigo que ele deve ser mais exigente em requerimentos. Se você é fornecedor e está iniciando o desenvolvimento do seu produto, já procure fazê-lo de forma a atender as necessidades do mercado para onde você deseja operar. Se não tem um mercado em mente, baseie-se nos standards GLI que são utilizados na maioria das jurisdições e seguramente te facilitará mover-se para outras jurisdições. Operadoras cumpram à risca o compromisso com jogo responsável, informar as entidades reguladoras tudo aquilo que poderá contribuir para a sustentabilidade do mercado. Eu acredito que desta forma construiremos um mercado justo e sólido!







