
Por Tatiana Martins, jornalista na G&M News.
Qual a sua avaliação após participar do G&M Eventos Brasil 2025 na semana passada?
O evento foi uma oportunidade única de aprofundar debates essenciais para a indústria, com painéis e discussões sobre temas relevantes conduzidos por especialistas. Além disso, proporcionou um importante espaço de benchmarking e networking, permitindo a troca de experiências entre profissionais que conhecem o mercado de forma prática e estratégica. Foi um ambiente que acelerou a formação de parcerias e o desenvolvimento de soluções alinhadas às demandas e tendências do setor.
Como você analisa os retos enfrentados pela indústria de jogos no Brasil, juntamente com seu potencial de crescimento?
Desde nosso escritório Drummond Parisi Advogados, consideramos que a regulamentação é recente e marca um momento de reestruturação para o setor, que deve ser visto como parte da indústria de entretenimento. O grande desafio está na governança, no compliance tributário e na organização estrutural das empresas, especialmente diante da complexidade do sistema tributário brasileiro e da iminente reforma fiscal. Muitos investidores estrangeiros ainda não conhecem bem essas particularidades, o que exige adaptação já a partir do próximo ano para cumprir as novas obrigações. Por outro lado, essa transição abre espaço para que as empresas se estruturem de forma mais sólida e completa, fortalecendo também o diálogo com autoridades para reforçar o caráter de entretenimento do setor.
Qual tendência você acredita que todos os players devem acompanhar nos próximos 12 meses?
A questão tributária será central para todos os segmentos, impactando diretamente os resultados das empresas. É essencial ampliar o diálogo com as autoridades para que a tributação seja equilibrada, evitando efeitos que possam levar consumidores a buscar operadoras ilegais. Também é importante desconstruir mitos e percepções equivocadas sobre o aumento do jogo problemático, mostrando que o assunto está em práticas como publicidade enganosa, e não no jogo em si quando operado de forma responsável. O setor deve se posicionar como uma forma legítima de entretenimento, com regras claras e comunicação transparente.







