
O setor de iGaming na América Latina evoluiu rapidamente em 2025. As atualizações regulatórias chegavam simultaneamente, combinando novas leis, ações de fiscalização, limites de publicidade e discussões políticas. Para as operadoras, o ano representou um progresso constante aliado a controles mais rigorosos.
Essa aceleração está ocorrendo em uma das regiões de jogos de azar regulamentados de crescimento mais rápido do mundo. O mercado de apostas e jogo online da América Latina deve ultrapassar US$ 10 bilhões em receita bruta de jogos nos próximos anos, liderado por Brasil, México, Colômbia e Peru.
Com o Brasil entrando em seu primeiro ano totalmente regulamentado e o México intensificando a aplicação das normas de combate à lavagem de dinheiro, este resumo da Atlaslive descreve o panorama do iGaming na América Latina após 2025 e o que esperar em 2026.
Panorama do iGaming na América Latina em 2025
O ano 2025 trouxe regras mais rígidas e maior supervisão. O Brasil passou a ter supervisão federal, o México se apoiou na aplicação das normas financeiras e de segurança, e diversos mercados reforçaram os padrões de combate à lavagem de dinheiro e de jogo responsável.
O Brasil começou a operar sob a Lei 14.790/2023, com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) atuando como órgão regulador federal. O Peru continuou implementando as Leis 31557 e 31806 e o Decreto Supremo 005-2023-MINCETUR.
A pressão contra a lavagem de dinheiro aumentou. No México, a coordenação federal levou à suspensão de 13 cassinos presenciais por suposta atividade ilícita. O Peru emitiu a Resolução 03622-2025, definindo regras de AML/CFT (Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo) para operadoras de jogos de azar online.
O jogo responsável tornou-se obrigatório. O Brasil avançou na autoexclusão, nos limites de jogadores e nas proteções à saúde mental, enquanto a Colômbia passou a aplicar integralmente sua estrutura atualizada de jogo responsável.
Os controles sobre publicidade também se intensificaram, com a Argentina aplicando a Lei 6.330 e a Suprema Corte do Chile ordenando o bloqueio de sites de apostas não licenciados pelos provedores de Internet.
Brasil e México em 2026
O Brasil entra em 2026 como um mercado totalmente supervisionado. A Agenda Regulatória 2026-2027 proposta pela SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) concentra-se no aprimoramento da autorização, supervisão e sanções, com novos temas abrangendo publicidade de afiliados, terminais digitais físicos e monitoramento de risco do jogador. Com leis aprovadas em 2024 e implementação concluída em 2025, 2026 marca a transição do Brasil para a aplicação estável da legislação.
O México segue tratando o jogo como uma atividade de alto risco de lavagem de dinheiro. Requisitos rigorosos de reporte e diligência prévia permanecem em vigor, enquanto propostas legislativas para modernizar a lei de jogos de azar de 1947 já foram apresentadas e podem ser debatidas em 2026.
Outros mercados da América Latina
O Peru inicia seu primeiro ano completo de operação sob a estrutura revisada do MINCETUR, com as regras de lavagem de dinheiro totalmente implementadas. A Colômbia continua executando seu Plano Estratégico 2023-2026. O projeto de lei de apostas online do Chile avançou para análise detalhada no Senado. Na Cidade de Buenos Aires, as regras de jogo e publicidade responsáveis permanecem em vigor sob a Lei 6330, juntamente com um projeto de lei que propõe controles de publicidade mais rígidos.
O que isso significa para as operadoras
A América Latina encerra 2025 com regras mais claras e fiscalização mais rigorosa. Em 2026, o foco muda para a operação dentro de estruturas estabelecidas. A conformidade com as normas de licenciamento, lavagem de dinheiro, jogo responsável, pagamentos e marketing deve funcionar como parte das operações diárias, especialmente no Brasil e no México.
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