
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Como você avalia o mercado iGaming na América Latina, em especial o do Brasil?
A América Latina se consolidou nos últimos anos como uma das regiões mais dinâmicas do iGaming global. O avanço regulatório em países como Colômbia e Peru, combinado com o potencial comercial de mercados como México, Chile e Argentina, criou um cenário extremamente atrativo para operadoras e fornecedores internacionais. No entanto, dentro desse contexto regional, o Brasil surge como o grande protagonista e principal motor de crescimento da indústria nos próximos anos. Quando analisamos os demais mercados da região, percebemos que cada um possui características importantes, mas em dimensões diferentes. A Colômbia construiu um ambiente regulatório sólido e transparente, tornando-se referência para outros mercados emergentes. No entanto, mesmo sendo um benchmark regulatório, o tamanho e o impacto econômico do mercado colombiano ainda são muito menores quando comparados ao potencial brasileiro. O Peru representa outro mercado promissor. A regulamentação cria oportunidades relevantes para operadoras e fornecedores que desejam se posicionar desde o início em um ambiente estruturado. Ainda assim, trata-se de um mercado que está em fase inicial de desenvolvimento. O México também aparece como um mercado estratégico devido ao tamanho de sua população e à forte tradição em apostas esportivas. Entretanto, a estrutura regulatória ainda apresenta desafios que limitam parte do crescimento do setor. Apesar da relevância estratégica de todos esses mercados, o Brasil continua se destacando como o principal eixo de progresso do iGaming na América Latina. A combinação entre escala populacional, digitalização acelerada e regulamentação federal cria um ambiente único para o desenvolvimento da indústria. Para muitas empresas globais do setor, estabelecer uma presença sólida no Brasil deixou de ser apenas uma oportunidade e passou a ser uma prioridade estratégica.
Com relação à regulamentação brasileira que trouxe um cenário distinto atualmente, o que representa para o país e para o setor, as empresas que estão apostando no mercado do Brasil?
A recente regulamentação federal brasileira representa um verdadeiro ponto de inflexão para o setor. O país reúne fatores que dificilmente se encontram reunidos em outros mercados da região: uma das maiores populações digitais do mundo, forte cultura de entretenimento e apostas esportivas, ampla penetração mobile e um mercado historicamente engajado com jogos e esportes. Essa combinação cria um ambiente com potencial de escala significativamente superior ao observado em outros países latino-americanos. Se os últimos anos foram marcados pela abertura regulatória e pela entrada de novas operadoras, o próximo ciclo tende a ser caracterizado por consolidação, amadurecimento e expansão sustentável. Nesse cenário, o Brasil deve assumir definitivamente o papel de protagonista, posicionando a América Latina como uma das regiões mais relevantes do iGaming mundial.
A questão do perfil do usuário brasileiro, tem relevância e aponta as preferências que as empresas devem ter em conta?
Dentro desse cenário, a adaptação do portfólio de jogos às preferências locais se torna fundamental. O público latino-americano, e especialmente o brasileiro, demonstra grande afinidade com jogos de forte impacto visual, mecânicas intuitivas e estruturas de bônus envolventes. Mecânicas como Hold & Win, Scatter Pays e modelos de jackpots progressivos têm apresentado desempenho consistente na região porque combinam acessibilidade com alto nível de engajamento dos jogadores.
A 3 Oaks estará no SAGSE em Buenos Aires. Qual sua expectativa para este evento na Argentina?
Para a gente, citando o nosso mercado principal, que é a Argentina, dentro dessa região que é a Latam, as expectativas são as melhores possíveis, porque estamos crescendo muito, estamos quase prontos para o mercado regulado da Argentina, que é o de províncias que estão. Acredito que logo, vamos ter alguns projetos. A ideia também é que até o final do ano a gente aplique para a LOTBA, então é um futuro bem próximo, continuar crescendo muito na Argentina. Se você considerar a Europa, a Ásia, a Argentina mostra que gosta muito dos nossos jogos, então a 3 Oaks está muito bem representada.
Qual o futuro que você vislumbra para a América Latina, e principalmente para o Brasil no segmento dos jogos e apostas, e qual a será a posição da 3 Oaks Gaming neste cenário?
Olhando para o futuro, a América Latina continuará sendo um dos focos estratégicos da indústria global de iGaming. Dentro desse panorama, o Brasil tem todos os elementos para liderar essa nova fase de crescimento. Mais do que o maior mercado da região, o país tem potencial para se tornar o principal catalisador da evolução do setor em toda a América Latina. Outro ponto essencial para o sucesso na região é a capacidade de alinhar inovação com conformidade regulatória. À medida que novos mercados são regulamentados, o processo de certificação e lançamento de jogos precisa acompanhar a evolução das exigências legais, garantindo que operadoras tenham acesso rápido a conteúdos competitivos e adaptados às expectativas locais. Na 3 Oaks, estamos seguindo todas as diretrizes necessárias para responder todas as demandas do Governo e nos tornamos uma das principais provedoras de jogos do Brasil. É o ano da colheita!







