
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Que análise você faz do mercado brasileiro atual, a partir das novas regras estabelecidas diante do marco regulatório no país, incluindo os pontos positivos e negativos?
O grupo de empresários que fazem parte da Brasil da Sorte resolveu entrar no mercado somente após a regulamentação. Entendemos que após esse momento, seria um mercado interessante para o grupo, pois já temos outros negócios regulados no setor de capitalização e precisávamos estar blindados antes de ingressar nesse mercado. O marco regulatório foi de extrema importância. Conseguimos visualizar segurança jurídica para encarar esse desafio de entrar em um mercado extremamente concorrido. Entendo que esse primeiro ano de regulamentação foi um ano de aprendizado para todos os lados, para o regulador, para a operadora e também para o consumidor. Acredito muito que o setor, trabalhando junto, tanto operadoras quanto o regulador, vão encontrar um caminho saudável para a indústria. Algumas mudanças tiveram um impacto negativo na minha opinião. O aumento do imposto, o bloqueio do Bolsa Família, a discussão sobre as mídias e patrocínios, esses temas acabam trazendo insegurança para investidores, de certa forma fazendo com que o jogador procure uma base não regulamentada. O desafio é achar o equilíbrio para o fortalecimento da indústria.
Estamos no ano da Copa do Mundo, e será uma possibilidade que as plataformas de apostas oferecem uma infinidade de possibilidades neste sentido. Atrelado a um provável aumento nas apostas durante o Mundial, quais os cuidados que a empresa prepara quanto à manipulação de jogos, questões do jogo responsável e possíveis ilegalidades?
A Copa do Mundo é um evento ímpar. Ela tem a capacidade de unir o povo. Certamente, é uma oportunidade para as apostas esportivas. A Brasil da Sorte utiliza, atualmente, para ofertas esportivas o feed da Altenar, que tem vários mecanismos para mitigar o risco no momento da aposta. Mas preocupados com a manipulação de resultados também somos associados ao serviço de integridade da Sportradar, que além de reunir informações de outros players do setor, compartilha conosco possíveis manipulações ou mercados com volumes atípicos que nos auxiliam para tentar mitigar o risco. Além disso, temos participado dos eventos promovidos pelo Governo.
Quais são os mais relevantes investimentos da empresa com relação aos esportes, parcerias com empresas, com jogadores que representam a marca, além de publicidades chaves para alavancar e firmar-se mais ainda no mercado?
Certamente é no nosso embaixador que foi renovado por mais dois anos. O Bebeto inclusive esteve presente na SBC em uma tarde de fotos e autógrafos. Foi muito legal a presença dele no evento. Desde o início, a escolha do Bebeto nunca foi sobre alcance imediato ou performance de curto prazo. Foi, e continua sendo, sobre o que ele representa. Em um mercado onde a troca de rostos é constante e a credibilidade é um ativo escasso, a figura do embaixador se transforma em um pilar estratégico da marca. O Bebeto carrega respeito, legitimidade e uma conexão genuína com o público. Esses atributos não ficam apenas na comunicação. Eles se transferem diretamente para a percepção da marca, influenciam a decisão do usuário e reduzem barreiras de confiança, especialmente em um setor que exige responsabilidade e solidez.
Você pode revelar alguma novidade que a empresa pretende lançar nos próximos meses? Há algum projeto da empresa que poderá impactar e diferenciá-la no mercado?
Num mercado de muita concorrência, acreditamos que o maior diferencial que podemos ter é propiciar a melhor experiência para o usuário. Com esse objetivo, estamos implementando um canal exclusivo e humanizado para o serviço do cliente. Estamos focados em oferecer uma experiência única, com um serviço de qualidade e constante atualização. Com isso, são analisadas diariamente as oportunidades de melhorias e também de óptimo atendimento ao consumidor.







