
Por Tatiana Martins, jornalista na G&M News.
Após cerca de um ano da regulamentação do mercado brasileiro, quais são suas principais impressões o que foi uma nova edição do BiS SiGMA South America? O que mudou em relação aos anos anteriores?
Hoje podemos dizer com segurança que o BiS SiGMA foi um dos maiores eventos da América Latina. Após um ano de regulamentação, ainda estamos em um processo de maturidade, mas já vemos uma mudança clara no perfil do mercado. Antes havia muita especulação; agora vemos um movimento mais concreto, com empresas buscando entender e se antecipar às próximas mudanças. Mesmo com ruídos naturais, como discussões políticas e possíveis ajustes regulatórios, o mercado está mais preparado para lidar com esse cenário. A feira cumpriu um papel importante ao mostrar para o Governo e para a sociedade a relevância e a seriedade da indústria. Também mudou o perfil dos participantes: antes vinham para entender o mercado; hoje vêm para aprimorar operações e expandir oportunidades. Nesta edição, inclusive, através de empresas que trouxeram seus produtos de VLT, já vemos também um aceno ao próximo passo do mercado: a legalização e regulamentação do land-based.
Como a nova fase regulatória no Brasil tem impactado a demanda por soluções tecnológicas, produtos e serviços oferecidos pela Oddsgate?
O impacto foi significativo. Desde 2024, com a publicação das portarias, houve uma forte demanda por adequação às exigências regulatórias. Empresas que já operavam com certificações internacionais saíram na frente, mas ainda assim precisaram se adaptar às particularidades do Brasil.
Temas como jogo responsável e prevenção à lavagem de dinheiro se tornaram centrais. Hoje, não basta ter políticas; é preciso implementar, monitorar e agir de forma ativa, inclusive com alertas para comportamento de risco dos usuários. Esse é um processo contínuo e orgânico, que exige evolução constante das plataformas.
O mercado brasileiro tem características muito próprias. O que precisou ser adaptado na oferta de vocês para atender esse novo cenário?
Não houve necessidade de reinventar, mas sim de adaptar. As empresas que já estavam certificadas precisaram ajustar seus sistemas às exigências locais. O Brasil trouxe especificidades importantes, como reconhecimento facial e uso de CPF, que já fazem parte da cultura digital do país, especialmente no setor bancário. Essas medidas reforçam a segurança e a confiabilidade do sistema. No restante, seguimos padrões internacionais, principalmente em temas como compliance e prevenção à lavagem de dinheiro.
Dentro desse novo ambiente mais estruturado, onde você enxerga as maiores oportunidades para provedores inovarem e agregarem mais valor as operadoras no Brasil?
O grande diferencial da Oddsgate está em unir agilidade e qualidade. O mercado muda o tempo todo, então é fundamental desenvolver soluções rapidamente para manter as operadoras competitivas. Mas isso não pode comprometer a conformidade regulatória nem a qualidade dos serviços. Encontrar esse equilíbrio é o maior desafio, e isto a Oddsgate faz com maestria!







