
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Qual a principal diferença da Pagsmile em relação aos outros concorrentes, estando na indústria há mais de dez anos?
A gente conhece muito bem a necessidade dos clientes, do usuário final, do pagador, que é promover uma boa experiência na hora de fazer a sua compra e de processar o seu pagamento de forma segura, estável, rápida e garantindo toda essa segurança durante essa jornada. Então a gente se assegura disso, e na qualidade, a velocidade e a segurança das transações. Por ter esse entendimento, que foi acumulado nesses anos que a gente vem operando, desde 2015, conseguimos ofertar um diferencial na nossa tecnologia, um tempo de processamento na parte de conciliação e no próprio produto em si.
Como você avalia a participação da sua empresa na feira BiS SiGMA South America 2026?
Fizemos algumas aquisições no mercado relacionado à afiliados e operadoras. Essa parte dos afiliados é um desafio muito grande porque eles fazem a campanha, mas eles recebem o recurso em sessenta dias, em trinta dias. Mas nós estamos com um produto novo que é para fazer essa antecipação desses valores para os afiliados. Temos mecanismos e formas de atuar, trazendo essa antecipação para o influenciador, e também uma satisfação maior do influenciador com a operadora e com as casas que eles trabalham. Essa é a grande novidade, porque a gente entendeu que tinha essa dor no mercado, estamos trazendo este recurso e suprindo essa demanda através deste produto.
Este é o ano da Copa do Mundo e teremos um aumento nos jogos e apostas, e essa circulação financeira vai ser também crescente e muito grande. Como a empresa está se preparando para este volume de negócios que vai existir nesta época, e também as questões de segurança nesse sentido, desde a manipulação de jogos à questão dos pagamentos, atividades ilegais em geral?
A empresa já se preparou bastante na parte de infraestrutura. Estamos com espaço de infraestrutura para processar cinco a dez vezes maior, mais o volume que a gente tem hoje, que já é um volume alto. Quando estiver chegando próximo de um volume de cinco vezes mais, vamos conseguir ter uma escala automática para dez vezes mais. Em relação à infraestrutura, estamos muito tranquilos, e para poder computar esse aumento de volume durante esses eventos que vão acontecer já estamos fazendo um planejamento desde o ano passado para fazer essa implementação e escalabilidade conforme o aumento de volumetria, para não deixar nenhuma operadora na mão num momento tão crucial como esse.
Atualmente, existe um cenário regulamentado, diferente do que anteriormente existia há um ano atrás. Como você vê o futuro do mercado brasileiro nesse sentido? Que pensa da regulamentação, quanto ao que faltou, o que benéfico? Qual sua análise no geral?
Acredito que a regulamentação veio com viés muito positivo para definir as primeiras regras em relação às operações. No entanto, tem bastante pontos a serem melhorados. Acho que as operadoras precisam ter um suporte maior do Governo, para desmistificar que é uma indústria que traz muito malefícios. Tem empresas que estão querendo operar de forma séria, respeitando todas as legislações, as regras, as leis do país. Então trazer muito mais essa questão de ser um entretenimento e também de educar as pessoas não gastarem mais que elas não têm no entretenimento. Realmente, classificar essa indústria como algo tal qual você vai no cinema, ou você gasta num parque de diversão, algo assim. Um entretenimento pessoal, mas não um investimento, não uma forma de retornar o dinheiro, e sim, algo como entretenimento apenas. Acho que é importante ter um apoio do Governo desmistificando isso, educando as pessoas, enfim, trazendo essa outra imagem da indústria, acho que todos se beneficiam com isso.







