
Por Anamaria Bacci, jornalista e tradutora da G&M News.
Em um mercado tão competitivo como o das apostas, como você pode ser criativa sem quebrar seu orçamento para oferecer uma proposta de marketing digital original e atraente para os usuários?
Nossos jogadores são nossa prioridade. O Wanna se destaca por ser uma plataforma humana e por entender essa interação. A diferenciação entre players desse mercado é justamente um dos pontos mais sensíveis do setor de apostas esportivas, pois há pouca ou nenhuma diferença prática entre o produto que oferecem. Por isso, investem montantes exacerbantes em Marketing para tentar se diferenciar. No Wanna, ao invés de focar todos os nossos esforços em Marketing, apostamos no produto, criando uma melhor solução pensada na experiência e preferência de nossos jogadores. Hoje, somos a única plataforma do mercado que permite aos jogadores criar suas próprias apostas, deixando-as disponíveis no lobby ou direcionando-as a jogadores específicos. Também somos os únicos a adicionar elementos de rede social na interação entre os jogadores. As pessoas podem criar sua própria rede de amizades, favoritando seu time preferido, apostas, amigos, celebridades, familiares ou adversários fãs de times rivais. Também podem interagir antes, durante e após partidas. É claro que investimos em Marketing, mas até nisso buscamos inovar. Lançamos recentemente, por exemplo, a Copa Wanna, primeira competição entre apostadores da história do mercado, que reuniu os profissionais Fábio Bampi, o Nettuno, e Danilo Martins, do Quero Apostar. Com o papel de técnicos, formaram times com oito usuários Wanna cada, que competiram em duelos entre apostadores das modalidades Punter e Trader. O segredo para pensar de forma criativa e fugir da mesmice do mercado é conhecer profundamente os nossos usuários. Não caímos de paraquedas no mundo das apostas esportivas. Somos todos apaixonados por esportes e competição, e vivemos isso intensamente em tudo que fazemos.
Enquanto os cassinos presenciais procuram atrair jovens jogadores, o mundo virtual procura cada vez mais atrair a turma de +45. Como você trabalha com esse grupo demográfico para explicar os benefícios da Wanna para eles, ensiná-los a usar o aplicativo, atrair e mantê-los como usuários?
O Wanna foi criado para toda e qualquer pessoa que tenha uma opinião sobre esporte. Ninguém precisa saber técnica para apostar no nosso aplicativo. Nossa plataforma é intuitiva, com explicações sobre os processos e suporte imediato para auxiliar a qualquer momento. A criação de apostas é a parte que dedicamos mais atenção. Trocamos textos complexos por frases simplificadas para facilitar a vida da nossa galera. O design do app foi todo pensado em uma forma limpa para não confundir o usuário, nada de muitos números ou tabelas. Além disso, uma das partes mais importante é nosso relacionamento com os jogadores. Nossa comunicação é aberta com os nossos usuários. Sua opinião e experiência contam; esse é o nosso core. Entro em diversas calls com nossos usuários, os criadores do Wanna estão infiltrados no app, sempre prontos para ajudar, engajar e tirar um sarro com a galera. A nossa empresa ouve, essa é a chave para continuarmos numa melhoria contínua, criando a melhor plataforma possível com base em suas necessidades. O que nosso time faz também, por exemplo, é entrar em contato com usuários que identificamos que está tendo dificuldade com a plataforma. Um exemplo é quando observamos um padrão de perdas em série. Queremos que nossos usuários ganhem; por isso, é comum nos conectar com o usuário para explicar melhor sobre o mundo das apostas esportivas e como criar apostas mais competitivas.
Após a primeira edição da Copa Wanna, como você avalia essa experiência?
A primeira edição da Copa Wanna foi um sucesso. O retorno que recebemos de nossos usuários, torcedores e apostadores esportivos foi enorme. Foi muito interessante também observar a interação entre os participantes dessa edição. As brincadeiras e zoações entre eles tornaram a competição ainda mais divertida. Não só não há dúvidas que o novo formato de competição, mesclando apostas esportivas, comunidade e entretenimento entre amigos, deu certo, como o evento traduz a paixão que tanto buscamos levar aos usuários através do app. Sempre pensamos em formas de unir e entreter a galera de uma forma única e a Copa foi uma das formas que encontramos para fazer isso.
Como expandir a ideia de Wanna fora do Brasil, para o resto da América Latina? Que tipo de P&D farão em cada mercado da região para entender suas características e desenvolver uma campanha de marketing adequada em cada território?
Acreditamos que a paixão pelo esporte é uma linguagem muito única, falada por todos os seus torcedores, independentemente de onde venham. Há particularidades que exploramos com pesquisas in loco, considerando o local e focando na experiência, de fato, de como o esporte é vivenciado nos diferentes territórios. E, claro, o mais importante: ouvir incessantemente os públicos os quais queremos atingir. Falando um pouco dos nossos planos de expansão, até a Copa América, que deve ocorrer em junho, esperamos lançar o app na Argentina, e então a Colômbia será o próximo. Assim que conseguirmos esses dois, acho que estaremos em um bom caminho para expandir para o resto da América Latina.
Muitos associam essa ideia apenas ao futebol. Como se concentrar em outros esportes de interesse ou de maior aceitação nos diversos países da América Latina, como beisebol, basquete, golfe, vôlei, tênis ou hóquei?
De fato, o futebol é um dos esportes de maior destaque em âmbito mundial e principalmente na América Latina. No entanto, criamos o Wanna para que o torcedor de todo o qualquer esporte encontre sua comunidade, onde quer que ela esteja. Gostaríamos muito de lançar uma solução com todos os esportes de maior destaque ao mesmo tempo, mas preferimos focar em qualidade do que em quantidade. Continuamos expandindo cada vez mais a fim de fornecer maior variedade em eventos. Em breve, por exemplo, os apaixonados por UFC e MMA poderão criar apostas dentro do Wanna.
Como convencer os brasileiros (e latino-americanos em geral) da segurança de utilizar plataformas de pagamento online para realizar suas apostas?
Brasileiro é desconfiado por natureza. Prezamos pela nossa transparência. A segurança de pagamentos é prioridade para-nos, e trabalhamos para que nosso aplicativo seja o lugar mais seguro do mundo para apostar. Seguimos rigorosamente as medidas de segurança requisitadas pelas operadoras de pagamento que atuam com o Wanna. Para podermos lançar o app nas lojas digitais, implementamos medidas extras que garantam que nossos jogadores estarão seguros do começo ao fim. Todos nossos processadores são reconhecidos e credenciados no mercado, mas a melhor maneira de convencer nosso usuário brasileiro é pagando o que ele ganhou e pagando rápido. Recentemente, incluímoso PIX, que atua com o Banco Central Brasileiro e essa é só mais uma garantia que levamos a sério o dinheiro dos nossos jogadores.
Qual a sua visão sobre o futuro do mercado brasileiro de games? Você acha que os jogos de azar online e as apostas esportivas serão finalmente regulamentados este ano? O que é preciso para atingi-lo?
Acreditamos que a regulamentação apresentaria uma incrível conquista para o mercado e um marco há muitos anos aguardado. Apostas nunca deixarão de existir, sejam elas consideradas legais ou ilegais. A regulamentação seria apenas o meio de tornar a atividade mais segura e benéfica a seus diferentes componentes. Sejam eles o governo, sites, apps e casas de apostas ou os próprios apostadores, o processo representaria ganhos expressivos e o apoio de cada um é o meio de acelerarmos uma decisão. Há estimativas, por exemplo, de que o governo brasileiro passe a arrecadar entre R$ 4 a 10 bilhões (de acordo com o Palácio do Planalto) com a regulamentação, sem contar a tributação sobre a atividade. Além disso, com a possibilidade de operar de fato no Brasil, milhares de empregos seriam criados com a abertura de escritórios locais. Investimentos em marketing e iniciativas de vendas também injetariam ainda mais recursos à economia. Sem falar, claro, nos benefícios ao próprio apostador. Peso importante para a demora na criação de uma legislação é a má reputação do mercado, ainda muito associado ao vício. A regulamentação tiraria o mercado da obscuridade que ele se encontra hoje e facilitaria a quebra da visão negativa que afasta usuários e gera mau olhado a quem vê a atividade como uma forma de entretenimento, que de fato é.







