
Segundo o UOL Brasil, em junho de 2019, em um hotel em São Paulo, o evento de ‘Auto-regulamentação brasileira pelo setor de jogos’ aconteceu. O único clube que teve um representante na ocasião foi o Vasco da Gama, na figura de seu então vice-presidente de Marketing, Bruno Maia. Maia, inclusive, acabou fechando para o Vasco um dos primeiros patrocínios oriundos deste mercado no futebol brasileiro com a NetBet, operadora que estava presente na reunião.
“Nenhuma equipe tratava disso com atenção quando este fenômeno das apostas começou no Brasil. Agora, todos querem participar porque chegamos num nível de grande dependência. Era um mercado de patrocínios que já vinha caindo em 2018 e 2019, mas em 2020 começou a virar por causa apenas deste segmento”, diz Maia, atual CEO da Feel The Match.
UM ENCONTRO CHAVE
Hoje, o assunto está sendo tratado pelo Ministério da Fazenda (chefiado por Fernando Haddad), que prevê arrecadar até R$ 15 bilhões com tributação de sites de apostas. Representantes do Ministério receberam aos dirigentes dos clubes em Brasília para ouvir suas reivindicações.
O encontro foi uma conversa inicial acerca da medida provisória das apostas esportivas. Os times reclamam principalmente da porcentagem de 1,63% da receita líquida das casas de apostas que, por Lei 13.756/2018, deve ser paga “às entidades esportivas brasileiras que cederem os direitos de uso de suas denominações, suas marcas, seus emblemas, seus hinos, seus símbolos e similares para divulgação e execução” das apostas esportivas. No entanto, os dirigentes não apresentaram qualquer proposta, tendo o Governo concedido o prazo de uma semana para o fazerem.
Ao mesmo tempo, há alguns dias, a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se envolveu no assunto para pedir ao Ministério da Fazenda uma remuneração maior para o futebol com a regulamentação das apostas. Atualmente, 39 dos 40 clubes das Séries A e B são patrocinados por casas de apostas (a única exceção é o Cuiabá).
“As receitas do futebol estão sendo recriadas em várias novas frentes neste momento. Não é chorar o leite derramado, mas chamar a atenção da importância de olhar além da receita atual, porque o novo sempre chega e a sobrevivência do esporte não é algo para se olhar em curto prazo e que pode ser negligenciado”, Maia concluiu.







