
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Conte um pouco como tem sido o processo de expansão da empresa desde sua fundação em 2023 até os dias atuais, e principalmente no novo cenário regulamentado, além da grande concorrência que inundou o mercado brasileiro.
A firma nasceu lá em 2023 com um produto, uma tecnologia totalmente diferente do que tem hoje. Na época, a empresa surgiu como uma plataforma B2C, cobrando uma assinatura mensal do apostador, entregando recomendações de apostas esportivas. Lá em 2023 foi aquele auge do mercado, eu acho que foi o nosso maior momento de crescimento. A gente começou a entender de verdade o que era esse mercado, suas particularidades. Era muito diferente. Fomos vendo que tinha muita coisa diferente do que a gente assumia antes de ficar conhecido. Como empresa, fomos 100% bootstrap. Ou seja, uma empresa que nunca levantou aporte, nunca pegou capital exterior. Então, a gente precisava gerar receita, precisava ter um produto monetizável e gerar sucesso para o meu cliente para que a conta fechasse. Então, fomos ajustando o nosso produto, a nossa tecnologia para o que o mercado precisava. A gente foi escutando muito os clientes, foi desenvolvendo soluções que atendiam algumas dores específicas das operadoras. Como o mercado estava se regulamentando, esse é um cenário que existe mais espaço para inovação, que é muita coisa que não precisava existir, começava a ser extremamente essencial e necessário muito rapidamente. Então, o ano passado foi um ano onde a gente focou muito na estrutura de tecnologia para fazer gestão de afiliados. Começamos a fazer isso para a nossa própria rede, mas que depois acabou transcendendo. Hoje somos uma estrutura para mais de outras 15 redes de afiliados que usam a gente como essa plataforma, esse ecossistema de compliance, monitoramento, antifraude, pagamento, contratos e gestão e performance de afiliados. Tivemos que nos adaptar. Acho que a grande verdade é essa, não existia outro caminho. Ou a gente se adaptava ao mercado regulamentado, ou a gente morria. Então, fomos pensar o que seria necessário e gastando os esforços do nosso time. Hoje, a gente ainda tem muito espaço de inovação, de coisas que a gente enxerga que pode fazer, mas a verdade é diferente. A verdade é que acabamos conseguindo criar algumas soluções que são referências ao mercado brasileiro, que têm sido reconhecidas até internacionalmente em algumas competições entre empresas de tecnologia do mercado de IT.
Como é o gerenciamento da BetPass para a captação de clientes e fidelização dos mesmos, suas estratégias na questão do mercado de afiliados, principalmente aliado às políticas do jogo responsável, uma das importantes exigências do atual mercado regulado?
Cada vez mais temos nos posicionado de uma forma diferente com os nossos clientes, porque a gente vem assumindo mais protagonismo à medida que vai ficando mais estruturado, mais preparado. Então, antes nosso relacionamento era muito mais distante, antes a gente se posicionava como um parceiro, que pegava um acordo e tinha um relacionamento muito frio. Depois da regulamentação, a gente vem se posicionando como um prazo estratégico dentro da gestão de afiliados desses nossos clientes, levando toda a estrutura de tecnologia compliance de afiliados que vem desenvolvendo, para que nossos clientes tenham esse apoio e não precisem ficar cuidando por conta própria de uma estrutura que hoje é muito complexa, cara e que traz muito risco caso não seja bem realizada. A nossa estratégia vem sendo essa: assumir o protagonismo, a responsabilidade, trazer um trabalho duro, focando na entrega do resultado.
A BetPass ganhou o Pitch iGB L!VE Londres 2025, representando o Brasil no cenário global do iGaming. Pela primeira vez, uma empresa brasileira obtém esta distinção. Qual o segredo para alcançar este destaque internacional e os diferenciais que fizeram da BetPass uma referência?
Fiquei muito orgulhoso da nossa conquista, que representa a evolução e o protagonismo do mercado brasileiro no cenário internacional de iGaming. Eu agradeço vocês, G&M News, por estarem conosco, isso é muito importante. Acho que a presença e o apoio de vocês, como mídia, são fundamentais para o desenvolvimento e fortalecimento do nosso ecossistema. Só de já ter sido selecionado para ser uma das cinco empresas mais promissoras do mundo do mercado de iGaming, nesse evento, no iGB de Londres, acho que já seria, para a gente, motivo de festa, de validação mesmo, do trabalho que a gente vem fazendo. Ter saído de lá com título, com a conquista, é inacreditável, a ficha também cai. Para falar a verdade, e incrível pensar que uma empresa brasileira, que nasceu de um sonho, num país que ainda está se organizando, se regulamentando, com todas as barreiras que existem, vem conseguindo superar e ter o apoio de todo o ecossistema, de vários parceiros e terminar obtendo esse título. A distinção se junta à conquista, no início do ano, do prêmio no BiS SiGMA Américas no São Paulo. Óbvio que tem muito trabalho a ser feito. Ganhar essas competições é só a pontinha do iceberg, mas é o momento de reconhecimento do trabalho, da inovação que a gente vem trazendo, do fazer diferente, criar algo novo que o mercado precisa. Na BetPass temos essa capacidade de pensar fora da caixa e criar soluções inovadoras num mercado que as necessita.
Como imagina a sua empresa em 2026? Poderia contar aos nossos/as leitores/as quais as novidades a serem lançadas e as parcerias importantes que a empresa fará?
Em 2026, a única certeza é que a gente vai ter uma BetPass muito diferente, porque a nossa característica é essa mudança, essa evolução, essa adaptação. O mercado brasileiro ainda está em um processo de modelação, de mudança muito rápido, e a gente não quer abaixar a cabeça e achar que o que fez é suficiente. Pelo contrário, a gente quer continuar muito próximo do mercado, entendendo as principais necessidades e trazendo isso via tecnologia, via produto, via plataforma para apoiar o desenvolvimento desse mercado. Além disso, a indústria vem se preparando para uma expansão internacional. Eu acho que a validação de ter vencido essas competições internacionais é importante para a gente enxergar que o que vem construindo também é necessário em outros países. Com certeza, em 2026, a gente vai ter uma BetPass global, não apenas uma BetPass que atua aqui no mercado brasileiro.








