
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Você possui muita experiência nos segmentos de jogos e apostas no Brasil, assim como em bingo e cassinos físicos. Conte um pouco desta trajetória e a transição para o mundo das bets.
Conto com 30 anos de experiência nestas áreas no Brasil e no mundo. Além disso, atendo consultorias diversas nas áreas de cassino e bingos através da minha empresa e associado de Las Vegas. Com esta experiência, minha empresa -com sede em Curaçao- está lançando uma plataforma própria representando inúmeras fornecedoras de jogos online integradas ao sistema. Tem um exclusivo produto de afiliados e sistema administrativo completo, onde forneceremos os produtos através de White Label B2B para empresas sem plataforma própria para utilizarem no sistema B2C, ou seja, operacionalmente nos mercados brasileiros e internacionais. Num próximo passo, também iremos operar através de alianças com empresas que obtenham licença brasileira.
Qual a importância do mercado brasileiro quanto ao iGaming e quais os desafios no país diante do processo de regulamentação dos jogos e apostas?
O mercado brasileiro das bets hoje pode se considerar um dos maiores do mundo e já tem uma importância gigantesca no universo iGaming. O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer que inclui a Lei 442/91 que se encontra no Senado Federal para ser apreciada e votada até o final deste ano. A Lei já tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados anteriormente. Esperamos que finalmente possamos ter uma lei definitiva que abrange todos os jogos, leia-se casinos e salas de bingos físicos, assim como o renomado jogo do bicho e corridas de cavalos. Com isto estaremos igualando os países ocidentais mais importantes do mundo.
Quais pontos do processo regulatório você ressaltaria que estão sendo bem conduzidos e quais os que estão sendo negligenciados?
O Brasil está no caminho certo no processo regulatório das apostas e futuramente aprovando os jogos físicos. Ao meu entender, e ao longo dos anos no Brasil, participando de todos os processos que levaram a situação atual, vejo alguns pontos que precisam ser mais elaborados na regulamentação, que já estão criando alguns problemas relacionados à divulgação das bets através dos chamados influencers. Isso levou ao Governo brasileiro a prometer abolir a lei atual. A situação tem que ser controlada e regulamentada. Acredito que deve se proibir a divulgação de jogos pelos influencers. No meu caso, represento uma empresa de mídia com um projeto exclusivamente para iGaming onde será institucional, sem promessas milagrosas, somente informativo, como deve ser para todos os players no Brasil. O nosso produto será infinitamente mais econômico financeiramente e com divulgação massiva exclusiva muito mais efetiva que a TV aberta, que só é assistida nos jogos de futebol e totalmente poluída de anúncios das bets, que não fazem mais que confundir ao apostador.
Há atualmente um amplo e intenso debate sobre as políticas de jogo responsável que vão desde a publicidade e divulgação de sites de apostas por influencers, até os mecanismos de proteção ao usuário neste sentido. É possível desenvolver um ecossistema seguro e com equilíbrio entre empresas e apostadores?
Acredito que atingiremos um equilíbrio entre apostadores e empresas com o controle não só do Governo, mais sim dos próprios players, colaborando e entendendo que não se deve abusar da mídia, a competição sadia e que vai marcar o rumo dos jogos no país.
Como você vê o futuro dos jogos e apostas no Brasil?
O futuro dos jogos no Brasil será o último grande mercado ocidental a ser explorado, trazendo ao Brasil muito mais turismo, empregos e impostos para ajudar no crescimento econômico em diversos setores, além de proporcionar entretenimento em todas as áreas físicas como shows artísticos, etc.







