
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Quais são as novidades que a empresa apresentou no BiS SiGMA South America 2026?
O nosso foco agora está sendo promover o jogo Ronaldinho Street Ball Bonanza. A Booming Games é o único provedor que está no mercado brasileiro hoje ativo, que está trazendo um jogo específico para a Copa do Mundo. Esse jogo vai vir personalizado com a marca dos principais cassinos online, nossos clientes. Então, por exemplo, H2Bet vai ter um jogo do Ronaldinho com a marca da H2Bet dentro. A Betano também, a Blaze também, Bet7k, Casino Bet. Estamos trazendo esse jogo não só para essas operadoras que vão ter o branded game, mas também com esse enfoque de promover ainda mais o nome do Ronaldinho e a marca da Booming no mercado brasileiro com essa parceria que a gente investe tanto.
Como você vê atualmente o cenário regulamentado brasileiro comparado a situação anterior?
Isso é um importante ponto para a gente tratar, porque o mercado mudou completamente. Então a gente pega, por exemplo, o mercado não regulado do Brasil. Tínhamos mais de 2 mil operadoras no mercado brasileiro. Havia uma concorrência muito grande. Hoje, eu vejo que a concorrência está mais nos provedores, porque a gente tem realmente forte mesmo. Temos 50 cassinos online no país. Os provedores têm que brigar entre si para estar nos topos dos cassinos. Temos que investir para promover a nossa marca. Investir em torneios, em mecânicas diferentes. Por exemplo, temos as mecânicas Power Hit, Insta Strike, entre outras. A gente não lança apenas jogos por lançar. Estamos desenvolvendo novas mecânicas nos nossos jogos para bater nossos concorrentes. Temos estudado, através de dados o conhecimento da base de cada cassino, qual jogo performa melhor em cada cassino, qual estratégia funciona melhor. Se é um torneio de 10 dias, se é uma campanha de free spins, se é uma live com streamers. Eu acho que isso é o diferencial. O brasileiro sabe falar com o brasileiro, ainda mais com esse produto gigante que é o Ronaldinho Gaúcho, que é a cara do Brasil.
Qual a sua percepção com relação ao perfil das operadoras no Brasil?
Temos poucas operadoras de fora no Brasil, mas essas poucas chegam com um grande investimento. É legal falar do perfil dessas operadoras porque, por exemplo, cada um funciona de uma maneira diferente. Por exemplo, a gente tem a Betnacional, que é uma operadora que, claro, é 50% Flutter, 50% NSX Betnacional, mas é uma operadora que tem as estratégias corretas do mercado brasileiro, e é uma operadora que muitos provedores publicam e estão nas primeiras posições. Então você tem que ter uma estratégia diferente, por exemplo, de uma Blaze. A Blaze é uma operadora também que tem diversas estratégias interessantes. Eu sempre trago à tona a questão da gamificação porque, depois da regulamentação, a gamificação se tornou algo essencial para essa competição entre operadoras do mercado brasileiro. Agora você tem que se diferenciar nas mecânicas de lealdade do seu cliente. Cassinos que não investem em gamificação acabam perdendo maneiras de negociar com os provedores e acabam perdendo a lealdade dos seus clientes também.
Como você imagina os próximos anos dos jogos e apostas no mercado brasileiro?
Sobre o mercado brasileiro em si, sobre a questão da regulamentação, a gente costuma ir aos eventos em Brasília também, que são eventos diferentes. Ali em Brasília foi muito interessante ouvir um pouco sobre a regulamentação e tudo mais. Só que esse é o ponto que mais me preocupa no Brasil. Da regulamentação e dessa dependência em Brasília para a questão de taxas, porque de mês a mês eles decidem mudar alguma taxa específica, mudar alguma lei. Algunhas operadoras que pagaram a licença ficam um pouco com medo do mercado fechar de um dia para o outro, porque a gente recebeu algumas notícias que falaram que o nosso mercado não era permitido no Brasil. Você tem que investir pelo menos uns 80 milhões, uns 100 milhões para começar a rodar um cassino bem no Brasil. Não é um investimento baixo. Hoje em dia, eu coloco o Brasil no top três de mercados globais, que para mim são os Estados Unidos e a. Para a Booming, nosso primeiro mercado é Estados Unidos, nosso segundo mercado é Austrália, nosso terceiro é Turquia, África do Sul e Brasil. Mas acho que o Brasil consegue passar muito fácil, pois a gente é um país com mais de 200 milhões de pessoas, um público muito adepto a um cassino. Acredito que, em relação a essa regulamentação, o Governo tem que cumprir com as promessas que fizeram e também não taxar demasiadamente esse mercado. Mas em relação à Booming no Brasil, como a gente vem se comparando com isso, daqui a dois meses teremos a entidade para o mercado brasileiro, que vai se tornar uma coisa mandatória para os provedores.







