
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News
Como tem sido sua trajetória no empolgante setor de jogos?
Minha trajetória no mercado de afiliados começou com uma forte conexão com os números e a performance. Por um bom período, estive à frente do setor de KPIs, o que me permitiu desenvolver um entendimento mais apurado sobre os dados, em especial, os relacionados ao comportamento e à performance dos afiliados. Com a abertura da vaga para gerência do setor onde atuo atualmente, fui convidado a assumir esse novo desafio, acumulando ambas as funções, justamente por já ter familiaridade com o ecossistema. O lado comercial sempre foi um dos meus pontos fortes. Gosto de me comunicar, propor soluções e discutir melhorias de forma constante. Essa combinação entre análise e relacionamento tem sido a base da minha atuação e da construção de parcerias mais sólidas e produtivas.
Quais os diferenciais oferecidos pela empresa?
Os diferenciais da F12 são amplos e consistentes. Contamos com um suporte próximo e eficiente, um nome sólido no mercado e, acima de tudo, uma postura de seriedade nas relações comerciais. Muitos dos acordos que oferecemos foram desenvolvidos internamente, pensados para atender as particularidades dos nossos parceiros. Um dos nossos grandes trunfos é o corpo técnico altamente qualificado, que inclui doutores em economia, o que nos permitiu evoluir na forma de interpretar os números e conduzir a operação sempre dentro da lógica matemática. Costumamos dizer que, se na matemática não faz sentido, dificilmente será um bom negócio. Isso nos ajuda a garantir segurança, sustentabilidade e coerência nos acordos firmados.
Poderia citar os principais programas de afiliados do iGaming, os modelos mais utilizados e vantagens estratégicas que oferece cada um?
Vamos citar os sistemas mais reconhecidos e comuns. No CPA (Custo por Aquisição), o afiliado recebe um valor fixo por jogador qualificado (geralmente após o primeiro depósito). As vantagens são o pagamento rápido, ideal para afiliados com alto volume de tráfego. Após está o Revenue Share (Participação na Receita). O afiliado ganha um percentual da receita líquida gerada pelo jogador. Issa geração de receita é recorrente no longo prazo. Além disso, muitos usam o Híbrido (CPA + Revenue Share), que combina um CPA menor com uma porcentagem da receita. É o modelo mais utilizado no momento porque equilibra retorno rápido com geração recorrente. Também está o CPA Flutuante (in house). É nosso modelo desenvolvido dentro de casa onde combinamos que todo ftds será remunerado proporcionalmente pelo valor gerado por usuário. Este sistema não fica preso a um valor fechado gerado pelo lead; é pago na proporcionalidade seguindo parâmetros estipulados.
Como você vê o marketing de afiliados no Brasil e quais mudanças sucederão após regulamentação das bets?
Vejo o marketing de afiliados no Brasil como um setor em plena transição, está saindo da adolescência e começando a ganhar maturidade. Um nome antes não conhecido por muitos chamado ‘compliance’ hoje faz parte do dia a dia. Por muito tempo, vivemos um cenário de crescimento desordenado, com afiliados operando no escuro, sem regras claras e com foco excessivo no curto prazo. A regulamentação chega como um divisor de águas, coloca todos os players, operadoras e afiliados diante das mesmas exigências. A publicidade, por exemplo, vai precisar se adaptar. Slogans exagerados, promessas irreais e campanhas que apelam para o “ganhe fácil” perderam espaço.
Poderia resumir alguns conselhos que daria para os afiliados que trabalham no iGaming?
Encarar a afiliação como um negócio de longo prazo, não como uma corrida por cliques rápidos ou CPAs inflados. No iGaming, o afiliado bem-sucedido é aquele que constrói credibilidade, entende dados, e tem visão de sustentabilidade, tanto para sua operação quanto para o parceiro comercial. A afiliação profissional exige mais que tráfego. Demanda leitura de funil, entendimento de LTV, controle de churn e, acima de tudo, integridade na recomendação ao usuário final. Não se trata apenas de converter cadastros. É claro que bons acordos comerciais fazem diferença, mas acordos só se sustentam quando a matemática fecha.
Quais os planos da companhia para 2025?
Este 2025 está sendo o ano em que o jogo mudou e já estamos jogando em outro nível. O tempo dos “acordos de guardanapo” fica no passado. A relação com afiliados entra numa nova fase, mais estruturada, transparente e estratégica. Estamos falando de programas com métricas inteligentes, onboarding técnico, materiais com compliance em primeiro plano e um olhar afiado para ROI real, não só volume de cliques. Vamos seguir valorizando quem entrega qualidade, constância e jogam de maneira limpa. A boa notícia é que temos ferramentas novas, um hub repaginado e algumas cartas na manga, e essas, por enquanto, ficam na manga mesmo.







