
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Você é um profissional reconhecido no segmento do iGaming, com 27 anos de experiência na área. Conte-nos um pouco sobre sua trajetória até chegar aonde está hoje.
Comecei nesse setor, que está no meu sangue, em 1997 na Costa Rica. Lembro-me bem porque montei o site da Copa do Mundo França 1998, a primeira Copa do Mundo da França. Sou operadora há muitos anos, no início no departamento de tradução, depois passei para o Marketing quando o SEO estava apenas começando e o Hotmail era o serviço de e-mail mais usado. Devo ter uma das contas mais antigas do Gmail, quando o Gmail era apenas por convite e a fibra óptica ou o WiFi ainda não existiam. Mesmo na Costa Rica, eu trabalhava como afiliado de uma das maiores redes de pôquer online do mundo, quando marcas como UltimateBet ou Absolute Poker ainda existiam, antes do escândalo, ou quando o FullTilt estava entre as marcas dominantes. De lá, mudei-me para a Espanha em 2009, ainda trabalhando para uma operadora, a William Hill, uma das maiores do mundo, também para liderar a Web em francês e, pouco depois, em espanhol para o grupo. De lá, passei para o lado B2B de diferentes empresas, vendendo plataformas, jogos, ajudando diferentes operadoras, até chegar há pouco mais de dois anos na Alea, onde sou Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios, onde estamos obtendo muito sucesso e prêmios juntos.
Com base em vários prêmios recebidos e crescimento de dois dígitos em 2023 e 2024, a Alea é o agregador número um na América Latina e no Brasil. Quais são as políticas de gestão da empresa para alcançar esse mérito?
É o resultado de muito esforço coletivo e pessoal, de prestar um serviço da mais alta qualidade e com tecnologia inigualável. Acho que podemos dizer com orgulho que somos um exemplo, ou uma referência na região, e agora temos que nos esforçar ainda mais para manter o nível, o que nem sempre é fácil devido ao crescimento exponencial que tivemos.
Qual é a filosofia da companhia em relação às alianças que estabeleceu no Brasil?
Temos parceiros de todos os tamanhos e perfis, em diferentes cidades, e cada um tem suas necessidades específicas. Procuramos estar sempre à frente em termos de conteúdo que disponibilizamos para nossos parceiros e apostamos com tudo no mercado regulado brasileiro. O critério não é descartar ninguém; é uma questão de prioridades quando se trata de avaliar o potencial, mas não descartamos clientes por causa de seu tamanho. Somos, de longe, a melhor opção para as operadoras brasileiras, não só por causa da nossa equipe de língua portuguesa na empresa, mas também por sua ampla experiência comprovada no gerenciamento de clientes com necessidades diversas.
Como avalia o processo de regulamentação da atividade no Brasil, que recentemente concedeu licenças a empresas de jogos e apostas para operar nesse território?
Eu gostaria que não tivesse começado no dia primeiro de janeiro, pois a época de Natal e Ano Novo não ajudou a acelerar o processo. No entanto, todos os recursos da empresa, desde o CEO até os departamentos técnicos de integrações e parcerias, estiveram completamente concentrados em deixar tudo preparado para a regulamentação. Podemos dizer que estamos prontos.
Quais são os planos da empresa para 2025 no Brasil?
Nossos planos são de assumir um compromisso absoluto com o mercado regulado para ajudar nossos parceiros a crescer o máximo e o mais rápido possível. Mas, pessoalmente, e repito que essa é a minha percepção baseada em outros processos regulatórios, estou bastante preocupado com o fato de que várias mudanças foram feitas na regulamentação com relação à parte de bônus, à parte de tributação de jogadores, ao bloqueio em 1º de outubro do Pix para empresas que não haviam optado por uma licença. Além disso, o setor foi bastante demonizado no final do ano com campanhas muito severas contra várias figuras públicas, bem como empresários do setor no mercado local. Acho que temos que esperar pelo menos seis meses para que a questão regulatória se estabilize, possamos ter uma visão de médio prazo do setor lá, e principalmente ficar de olho no potencial de crescimento do mercado.







