
Por Tatiana Martins, jornalista da G&M News.
Como você avalia o desenvolvimento e a realização da feira BiS SiGMA Américas após a regulamentação dos jogos no Brasil?
A regulamentação representa um marco para o setor. Até então, havia muitas incertezas por parte dos clientes sobre como o mercado iria evoluir; se seria de fato regulamentado ou não. No ano passado, sentimos essa dúvida no ar: o mercado se firmaria ou continuaria indefinido? Isso porque, como sabemos, a legislação brasileira pode ser um pouco complexa e demorada em alguns pontos. Já este ano, a experiência foi um sucesso absoluto. Inclusive, superou nossas expectativas. O Brasil se consolidou como o centro global do mercado de apostas, com a presença de entidades internacionais, operadoras e parceiros estratégicos. O evento mostrou o quanto o país se tornou relevante para o setor.
Com o mercado mais competitivo e a presença de casas regulamentadas, como a sua empresa pretende se diferenciar e atrair jogadores?
A BETesporte está trabalhando essa diferenciação em dois pilares. O primeiro é a associação com figuras públicas de boa reputação e forte identificação com o público brasileiro. Um exemplo é o ex-jogador Zico, amplamente conhecido no país, com imagem positiva, sem polêmicas e respeitado por todas as torcidas. A parceria com ele gerou uma sinergia muito valiosa. Além disso, buscamos artistas e ex-atletas com grande reconhecimento nacional. Também estamos investindo fortemente em patrocínios, com presença na Série A e B do Brasileirão, em jogos da Seleção Brasileira e em clubes de futebol. Com isso, queremos estreitar os laços com os torcedores, apoiar o esporte nacional e nos conectar com personalidades que compartilham dos nossos valores. O segundo pilar é a tecnologia. Estamos apostando pesado em inteligência artificial para oferecer uma experiência personalizada ao usuário. A plataforma reconhece os interesses do jogador -se ele prefere futebol, basquete, entre outros- e entrega uma navegação customizada. Acreditamos que essa é uma tendência não só para o setor de apostas, mas para o mercado tecnológico como um todo.
Onde você espera que a BETesporte esteja daqui a um ano? Quais são os próximos produtos ou serviços que vocês pretendem lançar?
A regulamentação trouxe desafios iniciais para todas as operadoras. A nossa expectativa era recuperar o nível de faturamento de dezembro até abril, cerca de quatro a cinco meses de retomada. No entanto, fomos positivamente surpreendidos. Muito disso se deve às estratégias de marketing e ao suporte dado aos jogadores na migração para uma plataforma regulamentada. Em apenas dois meses, já conseguimos voltar ao patamar anterior, o que foi excelente. Até o fim do ano, esperamos crescer entre 60% e 70% em relação ao faturamento atual. Em relação aos próximos passos, estamos focando em duas frentes principais: o jogo responsável, com ações de conscientização sobre uma relação saudável com as apostas, e o aprimoramento da experiência personalizada por meio da inteligência artificial. Nosso objetivo é garantir uma jornada segura, eficiente e alinhada ao perfil de cada jogador.







