
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
O reconhecido influencer Luva de Pedreiro é o embaixador da plataforma Aposta Ganha. Você poderia contar um pouco desta dinâmica e os desafios que compõem sua atuação neste sentido?
A Aposta Ganha certamente se destaca no cenário das bets regulamentadas, tendo sido uma das dez primeiras a pagar a GRU da outorga de RS$ 30 milhões pela licença federal. Agora, mais fortalecidos do que nunca, o grupo Aposta Ganha tomou uma grande decisão ao incluir o icônico Luva de Pedreiro em seu elenco de embaixadores. Contudo, novos projetos internos foram desenvolvidos para que a utilização da imagem do embaixador atinja o maior resultado de conversão possível. É nesse âmbito que eu entro em ação, desenvolvendo estratégias de aquisição, retenção e muita inovação para alcançar bons resultados, respeitando as novas regras do jogo regulamentado no Brasil.
Como você acredita que uma empresa deve promover sua marca para atrair utilizadores no mercado brasileiro, tais como programa de afiliados, inclusão de embaixadores, patrocínios, etc.?
‘Sobriedade’ é uma palavra que define muito bem o tom adequado que as casas de apostas regulamentadas devem adotar em suas parcerias de negócios. Estamos em um novo cenário. O mercado regulamentado chegou para garantir que todos os envolvidos no ecossistema de apostas estejam realmente protegidos, assegurando que os acordos firmados sejam cumpridos e não negligenciados. Muitos grandes afiliados, clubes de futebol e até embaixadores ainda demonstram ceticismo em relação à confiabilidade das casas de apostas. Isso se deve, em grande parte, às frequentes quebras de contrato deliberadas que ocorriam regularmente no antigo mercado desregulado. Essa percepção precisa mudar por meio de negociações mais transparentes e objetivas entre as partes. Se todas as empresas regulamentadas seguirem esses princípios, muitos dos problemas enfrentados no passado serão superados, permitindo a construção de um ambiente de negócios mais sólido e favorável para o setor.
Qual será a estratégia de adaptação nas campanhas com relação ao marco regulatório de jogos, recém-divulgado no Brasil?
Hoje, a melhor estratégia é pautada pela sinceridade. Não faz mais sentido adotar o pensamento de anos atrás e prometer ganhos exorbitantes com um único giro no cassino ou alavancagens milagrosas por meio de estratégias de ‘experts’. O foco agora deve estar no desenvolvimento de campanhas e produtos que despertem o desejo dos usuários por diversão e entretenimento, proporcionando momentos de lazer e escapismo, sem a necessidade de prometer lucros irreais. ‘Diversão’ é a palavra-chave do momento, especialmente enquanto muitos direcionam esforços ao sportsbook como uma forma de impulsionar resultados diante das limitações impostas pelo CONAR às ofertas de cassino. Mas uma questão permanece: como podemos promover os jogos de cassino, que um dia foram tão explorados pela indústria? Os usuários estão cansados das mesmas opções. Os novos jogos que surgem no mercado seguem mecânicas de gameplay repetitivas, tornando-se meras cópias de outras. A falta de inovação nos jogos baseados no antigo sistema de RTP é evidente. O que o mercado de cassinos realmente precisa, e com urgência, são jogos baseados em habilidade, onde os jogadores possam competir entre si, e os resultados dependam de suas capacidades. Nesse modelo, a casa de apostas continua lucrando, independentemente do desfecho das partidas, enquanto o volume elevado de jogos gera um GGR impressionante. A introdução massiva de jogos focados em habilidade tem o potencial de revolucionar a indústria, abrindo portas para uma nova forma de comercializar cassinos online, não apenas no Brasil, mas globalmente. Esse é o caminho para trazer inovação e engajamento ao mercado, conectando jogadores a experiências mais dinâmicas e envolventes.
Como fidelizar e reter clientes diante do grande número de concorrentes no mercado de jogos e apostas?
Devemos lembrar que nosso mercado gira em torno de entretenimento, e as pessoas se cadastram e apostam online para se divertir e sentir a emoção de cada aposta realizada. Para garantir que a base de clientes continue retornando ao site, os gestores de CRM precisam manter esse engajamento constante, apresentando novas funcionalidades, recomendando jogos e, principalmente, oferecendo vantagens relevantes para o dia a dia do usuário. Nem sempre um jogador permanecerá em um site apenas porque recebeu uma aposta grátis. É essencial explorar e negociar parcerias estratégicas com marcas que tenham produtos alinhados à proposta do site. Por exemplo, um site de apostas com temática de corridas de carros poderia aumentar significativamente o LTV (Lifetime Value) de seus clientes, talvez em mais de 300%, ao firmar uma parceria com uma grande marca automotiva como a Porsche. Imagine um cenário onde, ao completar uma missão de turnover, o jogador fosse recompensado com uma camisa oficial da Porsche. É uma ação simples, mas que aumenta a percepção de valor, fortalece o vínculo com o cliente e oferece um diferencial competitivo em um mercado com tantas opções semelhantes. Fidelizar não é complicado para quem entende os gostos e interesses do público-alvo. Trata-se de criar experiências que vão além do comum é que transformam usuários ocasionais em clientes fiéis.
Qual sua expectativa quanto ao setor iGaming brasileiro em 2025?
Tenho uma visão extremamente positiva sobre o mercado atual, que demonstra maturidade e consciência de suas responsabilidades com os jogadores. Chegamos ao momento de consolidar as empresas que irão atuar por muitos anos. Percebo que, inicialmente, a maioria das operadoras focarão intensamente no sportsbook, reflexo da falta de inovação nas estratégias de promoção dos jogos de cassino no contexto da regulamentação. Contudo, acredito que muitas novidades ainda serão desenvolvidas, e, no momento oportuno, veremos uma verdadeira renovação na indústria, impulsionada pelos desafios únicos do mercado de apostas brasileiro. O Brasil já se firmou como um dos cinco maiores consumidores de sites de apostas no mundo, superando até mesmo a Inglaterra. Esse crescimento reflete o imenso potencial do país, que pode redefinir os padrões globais do setor à medida que evoluímos em direção a um ambiente mais competitivo e regulamentado.








