
Por Tatiana Martins, jornalista da G&M News.
Por que sua empresa tem uma área dedicada a Pessoas e Cultura? De que forma esse modelo pode inspirar outras companhias de gaming na América Latina?
Hoje, a área tem um papel fundamental na construção do futuro da companhia. Quando pensamos no futuro da Sorte Online, o time de RH está diretamente envolvido na definição dessa visão. Aqui, somos sobre pessoas e performance, com um escopo que também envolve gestão. Por isso, nossa atuação vai muito além dos temas tradicionais de RH. Organizamo-nos para apoiar os líderes na gestão da performance e garantir que todos os nossos processos de people estejam, necessariamente, conectados aos resultados que queremos alcançar como empresa.
Quais são suas principais responsabilidades na função atual? Como você lidera sua equipe para promover um ambiente de bem-estar e engajamento no dia a dia?
Atualmente, sou responsável pela estratégia de People e Performance para três marcas, atuando em três países diferentes. Entre as minhas atribuições, estão a manutenção de todos os processos de RH, incluindo desenvolvimento de liderança, planejamento de workforce, definição dos ways of working, além da criação e sustentação do nosso modelo de gestão, que envolve objetivos e principais resultados, ritos de gestão, cultura e espaços. No que diz respeito ao bem-estar, contamos com uma gerência dedicada exclusivamente a esse tema. Essa área é responsável por benefícios, experiência do colaborador, saúde e diversidade, o que mostra o quanto essa pauta é relevante para nós. Estamos constantemente buscando entender o que engaja nosso time e como podemos proporcionar uma experiência de trabalho positiva, produtiva e verdadeiramente realizadora.
Como a firma gerencia internamente os temas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI)? Qual é o impacto real de uma força de trabalho diversa para o sucesso do negócio?
Quando cheguei aqui, há cinco anos, nosso time era composto por cerca de 90% de homens. Hoje, temos uma equipe muito mais equilibrada em termos de gênero. Inclusive, um 40% das posições de diretoria já é ocupado por mulheres, e esse mesmo percentual se repete no nível de middle management. Mas nossa abordagem vai além da equidade de gênero. Trabalhamos a diversidade de forma ampla: buscamos pessoas com pensamentos diferentes, visões variadas de mundo e experiências diversas. Um reflexo disso é que raramente contratamos profissionais que já vêm da própria indústria. Preferimos trazer talentos de outras áreas, com histórias distintas, porque acreditamos genuinamente no poder da multiplicidade de mentes. O impacto disso é real: percebemos mais engajamento entre as pessoas, mais colaboração e, principalmente, resultados que são considerados como diferenciais pelos nossos clientes.
Como você avalia o cenário do mercado brasileiro de apostas? Qual é a estratégia da Sorte Online para se destacar em meio a uma concorrência cada vez mais acirrada?
Na minha visão, o mercado brasileiro ainda está em sua fase “infantil”. Tenho a oportunidade de trabalhar com outros países onde a regulamentação é mais madura, e a diferença é bastante evidente. Aqui, na Sorte Online, sempre fomos grandes defensores da regulamentação, tanto no segmento de courier quanto no de apostas (gaming, cassino, apostas esportivas). O motivo é simples: um mercado seguro para todos é também um mercado mais próspero para todos. O fato é que estamos todos aprendendo. O Governo está começando a entender como lidar com uma indústria extremamente moderna, tecnológica e inovadora, enquanto o setor privado aprende a operar dentro das particularidades e instabilidades do ambiente regulatório brasileiro. Nosso grande diferencial é, justamente, sermos brasileiros. Nossa operação está aqui, no Brasil, e 80% do nosso time também. Mesmo sendo parte de um grupo internacional, todas as diretrizes, projetos e iniciativas são pensadas por brasileiros, para o público brasileiro, e isso faz toda a diferença.
Quais são os próximos objetivos para fortalecer ainda mais a equipe e ampliar as práticas de inclusão dentro do setor de gaming?
Nosso foco agora é reforçar o modelo de gestão, a partir dos seus pilares: espaços, comportamentos, ritos e sistemas. A ideia é desenvolver iniciativas dentro de cada um desses pilares que impulsionem a performance dos nossos times, cuidando de cada etapa da experiência de trabalhar aqui. Queremos reconhecer resultados de excelência, fortalecer a colaboração e valorizar o que realmente importa para nós. Tudo isso, aliado às práticas já existentes, também contribui para reforçar a diversidade que faz parte da nossa cultura. Dentro do pilar de ritos, temos uma iniciativa especialmente conectada a esse tema: vamos nos aproximar ainda mais da indústria. Como operadora, nosso negócio se conecta a todo o ecossistema, meios de pagamento, plataformas de KYC, provedores de jogos e outros parceiros. A proposta é criar espaços para discutir temas relevantes, trocar boas práticas, gerar interações e fortalecer a diversidade que já está presente no setor. Além disso, seguiremos apoiando ativamente entidades como a Aigaming e a AMIG, que trabalham com pautas essenciais para nós: a regulamentação e a promoção da diversidade de gênero na indústria.







