
Por Ulises Gil e Damian Martinez, jornalistas da G&M News.
Recentemente, a empresa anunciou o lançamento do seu Guia de Tendências 2025. Poderia nos relatar mais sobre isso?
Estamos a observar certas tendências a surgir em termos de mercados nos quais apoiamos as nossas operadoras, mas uma das principais tendências que identificamos é a estratégia pós-omnicanal que é relevante para as operadoras neste momento. Antes da regulamentação em mercados como o Brasil, tudo se resumia à ‘exposição da marca’ e à presença da marca no maior número possível de locais. Hoje, com a nova regulamentação em vigor e com a necessidade de as operadoras reativarem as suas bases de dados, o esforço está focado em estar nos canais certos onde os jogadores precisam de si. Isto traz certos desafios, mas também oportunidades. Identificámos uma tendência em que as operadoras necessitarão de um acesso melhor e mais rápido à sua informação e dados, e é isso que estamos a oferecer. O Guia é um novo produto que a Oddsgate está a proporcionar este ano. Vem com um conjunto de painéis de dados, incluindo muitos indicadores para que as operadoras identifiquem melhor, de forma mais rápida e integrada, o que os jogadores estão a fazer, sempre em absoluta conformidade técnica com as últimas regulamentações.
Durante o ICE Barcelona 2025, participou numa palestra. Quais foram os principais temas aí discutidos?
É sempre interessante fazer parte dos painéis porque não só se consegue perceber um pouco mais sobre outras geografias dos países, mas também o que outras operadoras procuram, o que as plataformas estão a oferecer e, claro, investir na relevância dos nossos produtos. Neste painel específico, discutimos as oportunidades e os desafios na América Latina e em África. Foi muito bom perceber o que se passa em África, o que os nossos concorrentes e outras operadoras estão a fazer no continente. Partilhámos também as nossas ideias sobre como certas estratégias na América Latina têm sinergias. Quando é proprietário dos seus dados e tem um bom parceiro tecnológico, implementar estas estratégias pode tornar-se uma grande oportunidade.
Este ano, o ICE mudou-se para Barcelona. Temos assistido a uma maior presença de empresas e executivos/as da América Latina. O que pensa do aumento da participação da região?
Estamos muito felizes com esta mudança. Naturalmente, o Brexit fez com que as operadoras e expositores pagassem um preço elevado por causa da logística e das restrições. Em Barcelona, encontrámos uma cidade vibrante com boas ligações aos países da América Latina. Os nossos parceiros do México, Peru e Brasil viajaram facilmente e tiveram acesso à mesma língua e a um local que é realmente tão grande ou potencialmente até maior e talvez com mais conforto.
Como prevê o desenvolvimento do mercado brasileiro de iGaming nesta temporada?
Estamos à espera de um crescimento substancial. Entendemos que o mercado estava muito fragmentado, e isto aconteceu porque a regulamentação emergente de 2018 no Brasil demorou um pouco a ser ‘efetiva’. Tal só ocorreu em 2023 e elevou o nível de exigência para as operadoras que se querem manter no mercado e para as que querem iniciar uma nova marca e investir no Brasil. Com a regulamentação, vem também o acesso a novos canais, como o Google Ads, pelo que cada vez mais pessoas neste mercado terão acesso a sites e serviços de apostas. Entendemos que 2025 será um ano de desenvolvimento. Vimos certos desafios introduzidos pelas novas regulamentações, como reativar as bases de dados, obter o consentimento dos jogadores ou conseguir autenticação biométrica. Isto é normal quando entra em vigor uma nova regulamentação. O ecossistema precisa de se adaptar. Todas estas camadas devem trabalhar em perfeita sincronia das perspectivas técnica e de produto, mas agora que esse desafio já passou, estamos a ver GGR e margens maiores do que as que verificámos antes, em dezembro de 2024. Será um ano muito bom no Brasil, cheio de oportunidades.







