
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Você poderia descrever a gênese da AMIG?
A AMIG foi uma ideia da Ana Helena Pamplona. Nós estávamos num evento no Sul do Brasil, e me lembro bem que ela chamou para conversar. Eu e a Bárbara Teles estávamos lá no evento, e ela comentou com a gente que tinha essa ideia da associação para as mulheres, para o empoderamento feminino, para ajudar as mulheres que estão chegando no mercado. Daí ela foi fazendo o convite das meninas seguintes. Convidou a mim, a Bárbara e as outras foram sendo convidadas em seguida, e conseguimos esse grupo lindo. Na AMIG, todas fazemos tudo. Claro que conforme foi crescendo o volume de trabalho, nós criamos os comitês, com as diretoras, as secretárias e tudo, para a gente conseguir dividir um pouco, porque chegou um momento que nós não conseguíamos mais dar conta de todo o nosso trabalho que já temos, vida pessoal, mais toda a carga grande da AMIG. Mas de uma maneira geral, todas acompanham, porque nós temos um grupo que nos falamos sempre, e debatemos os principais pontos. Então todas estão sempre a par de tudo.
Qual a responsabilidade atual das empresas em adotar princípios de igualdade e políticas internas para aumentar a participação das mulheres na indústria dos jogos?
As empresas estão caminhando de uma maneira muito positiva nessa questão da igualdade. Da igualdade para salários, para cargos, para as posições nas empresas. Eles viram que isso é um movimento natural do mundo, e porque as mulheres hoje querem trabalhar mais, se interessam e têm oportunidades que antigamente elas não tinham. Então eu vejo que, além das empresas estarem mais abertas a isso, as mulheres também estão mais corajosas para trabalhar no que querem fazer mesmo, na questão de liderança. Hoje nós temos líderes mulheres incríveis. Temos algumas vantagens sim em relação aos homens, por exemplo, nós somos multitarefa, nós conseguimos dar atenção a muitas coisas ao mesmo tempo, e mulher normalmente é muito detalhista. Acho que tudo isso agrega em todo lugar: em empresa, em casa, em amizade.
Quanto à participação masculina, que seria um somatório de forças importante no cenário empresarial do setor de jogos e apostas, como a AMIG estabelece este vínculo para ampliar a relevância do mercado e seus profissionais?
A participação masculina na AMIG é do apoio. São os homens que conseguem apoiar e divulgar a Associação. Quero dizer, suporte de patrocínio, financeiro, oferecendo um curso. A ideia não é segregar; é juntar todo mundo, mas dar o destaque para as mulheres.
Que futuro você vê para as mulheres no setor a nível nacional e internacional? Existem mais diferenças ou mais complementaridades?
O futuro das mulheres na indústria, tanto nacional como internacional, é de amplitude. Eu acho que somos cada vez em maior número. Existem mais complementaridades do que diferenças. Também está a questão da competitividade. Então acho que se todo mundo ampliar um pouco a visão, e até abrir um pouco o coração, vai perceber que o trabalho em conjunto fortalece e cresce mais do que só homens ou só mulheres.
Como mídia do gaming, a G&M News é pioneira em promover as políticas da agenda DEI em suas publicações, além de, em seus eventos, buscar ampliar e dar voz às mulheres executivas do setor. Qual a importância destes espaços e de valorização e reconhecimento das mulheres na indústria?
A AMIG alcançou mesmo grande repercussão, tomou uma proporção muito bacana em pouco tempo, e isso deixou a gente muito animada. Ficamos todas muito empolgadas com isso. Nós e as associadas estamos em praticamente todos os eventos que temos daqui para o fim do ano, e já temos alguns agendados para o ano que vem com a participação das fundadoras, das associadas, com reuniões e palestras. Na verdade, desde a criação, nós tivemos o prazer de ter participação em todos os eventos, fazemos workshops aqui na AMIG, temos uma agenda de conversa, debate e discussão. A ideia é que a participação da AMIG, a interação com as associadas e a comunidade da indústria só cresça.







