
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Você pode resumir sua experiência profissional?
Eu sou oriundo da advocacia e trabalhava em um escritório, de terno e gravata todos os dias, até receber o convite para ser o primeiro colaborador da EstrelaBet. Ao longo dos anos, fui transitando pela empresa em cargos de direção, conforme a necessidade, atuando em praticamente todas as áreas e acompanhando de perto a evolução da companhia. Hoje, lidero a frente de negócios e relações institucionais, onde sou responsável por abrir portas comerciais e fortalecer o relacionamento da empresa com diferentes setores, atuando diretamente na consolidação da EstrelaBet como uma das principais referências do mercado.
Qual é a sua avaliação do contexto atual dos jogos no Brasil?
O mercado brasileiro segue em pleno desenvolvimento, e a regulamentação representa uma conquista há muito esperada por todos nós. No entanto, é preciso reconhecer que o processo regulatório exige aperfeiçoamentos contínuos. No aspecto mercadológico, imagino que alcançaremos estabilidade em poucos anos, com um natural consolidação e redução no número de empresas ativas. Essa maturidade trará um comportamento mais sustentável, com aumento do volume transacional e maior profissionalismo. No lado regulatório, espero que o setor consiga, com dados e transparência, esclarecer mitos e ampliar o entendimento da sociedade e do poder público sobre o valor da nossa oferta de entretenimento. O ponto mais crítico, contudo, segue sendo o combate ao mercado ilegal, que prejudica o avanço sustentável do setor e expõe o jogador a riscos inaceitáveis.
O que você espera da sua próxima participação como palestrante no G&M Eventos Brasil 2025 em São Paulo?
É sempre positivo participar dos eventos da G&M News. Lembro com entusiasmo do primeiro que participei, há alguns anos, na cidade argentina de Iguazú, em Misiones. Este tipo de encontro é essencial para fortalecer conexões, promover trocas qualificadas e alinhar visões estratégicas entre os principais atores do setor. Trata-se de uma excelente oportunidade de desenvolver a indústria de forma colaborativa e integrada, considerando não apenas a realidade brasileira, mas também o contexto latino-americano como um todo.
O que acontecerá com a indústria no Brasil em 2026, considerando que é um ano eleitoral?
O ano de 2026 será intenso, pois com a regulamentação, o nosso setor ganha ainda mais relevância, inclusive no debate político. Pela primeira vez, o tema fará parte do ciclo eleitoral de maneira estruturada. Mas, mais do que isso, será um momento decisivo porque teremos enfim dados consolidados do primeiro ano completo de mercado regulado. Com base em números confiáveis de 2025, poderemos demonstrar o impacto econômico, social e institucional da atividade. Isso permitirá não apenas maior compreensão pública, mas também impulsionará novos investimentos e parcerias estratégicas.







