
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Como foi seu início no universo dos jogos e apostas?
Minha trajetória sempre esteve ligada à interseção entre tecnologia, inovação e entretenimento. Passei por empresas como Netflix e HBO Max, liderando frentes de produtos e novos negócios na América Latina, com foco em distribuição digital e modelos diretos ao consumidor. No Grupo Silvio Santos, assumi a área de Estratégia e Inovação, e conduzi o planejamento e lançamento da Todos Querem Jogar (TQJ), nossa operação de apostas e jogos online, com licença definitiva do Ministério da Fazenda. O mercado de iGaming entrou no meu radar por seu potencial de disrupção e convergência com mídia, dados e comportamento do consumidor. Desde então, temos estruturado uma operação robusta, legal, segura e escalável para competir com os grandes players globais.
O que mudou no perfil do apostador dentro de ambiente legal e qual sua análise a respeito do mercado cinza que continua ainda atuante no setor?
O ambiente regulado traz um apostador mais consciente e exigente. Segurança, confiabilidade, proteção de dados e jogo responsável passam a fazer parte das decisões do usuário. Ao mesmo tempo, o mercado cinza ainda impõe um desafio de competitividade, muitas vezes operando com margem predatória, sem controle de KYC, AML ou compliance. É por isso que defendemos uma atuação firme dos reguladores para coibir a operação ilegal, enquanto investimos em diferenciais competitivos para tornar o ambiente regulado não só mais seguro, mas também mais atrativo.
A estreia das operações da empresa tem essencialmente um diferencial inédito com foco no jogo responsável em parceria com a EBAC, onde todos os mecanismos de jogo responsável da plataforma são auditados desde o primeiro dia. Explique o funcionamento deste mecanismo, e como ele incide na forma de jogar do usuário.
Desde o primeiro dia, todos os nossos mecanismos de jogo responsável foram validados pela EBAC, instituição referência no tema no Brasil. Isso inclui limites autoimpostos, ferramentas de autoexclusão, moderação de publicidade, análise de comportamento de risco e processos de monitoramento contínuo. Mais do que uma exigência regulatória, é parte da nossa proposta de valor. Acreditamos que jogo é entretenimento; não deve comprometer saúde financeira ou emocional. Ao estruturar esse sistema desde a largada, mostramos que é possível crescer de forma responsável, com transparência e compromisso com o usuário.
Que iniciativas a TQJ apresentará no futuro para continuar se destacando no mercado?
Em 2025, nosso foco é ganhar escala com a marca Bet do Milhão, consolidar nossa base de usuários ativos e abrir novos canais de aquisição, como afiliadas do SBT e parceiros regionais. Já em 2026, temos previsto o lançamento do Baú Bingo, fortalecendo nossa oferta com marcas queridas pelo público brasileiro. Além disso, vamos expandir nosso portfólio com jogos de cassino ao vivo, game shows interativos e integração com plataformas de streaming e conteúdo de entretenimento. Nosso objetivo é claro: ser a operação mais segura, divertida e brasileira do mercado.







