
Por Tatiana Martins, jornalista na G&M News
Com o mercado brasileiro agora operando sob regulamentação, como você avalia o momento atual da indústria durante o BiS SiGMA South America 2026? Que sinais esse evento trouxe sobre os rumos do setor?
O mercado brasileiro mudou bastante, e a BiS SiGMA acompanhou essa transformação. Tive a oportunidade de participar antes da regulação e agora vemos um cenário bem diferente, com maior concentração de operadoras e provedores. Hoje, tudo está mais estratégico, mais direcionado. Não é mais aquela grande feira generalista do passado. Isso reflete um momento claro de consolidação e profissionalização do iGaming no Brasil. Sobrevive quem está investindo em governança, não só em marketing, mas em uma visão 360º da operação, garantindo fluxo de caixa saudável e conformidade regulatória. Hoje, não se trata apenas de crescer, mas de crescer com responsabilidade.
Como a regulamentação impactou a operação no dia a dia, especialmente em áreas como aquisição de usuários, retenção e compliance?
O impacto foi direto. A lógica deixou de ser apenas crescimento e passou a ser crescimento sustentável. Hoje, há muito mais foco em retenção, fidelização e engajamento do usuário do que simplesmente na aquisição. Um dado interessante do próprio Governo mostra essa mudança: antes, o jogador tinha em média duas ou três casas preferidas. Agora, quase metade dos usuários concentra sua atividade em apenas uma operadora. Isso exige que as marcas invistam mais em identidade, qualidade de serviço e atendimento. O nível de profissionalismo subiu bastante, e quem não acompanhar isso fica para trás.
Quais estratégias têm se mostrado mais eficientes para fortalecer a marca e criar uma conexão real com o jogador brasileiro?
No caso, a Brazino777 tem uma vantagem: conseguimos nos conectar com o público brasileiro desde o início. Sempre acreditei no potencial do Brasil dentro do iGaming e trabalhamos fortemente a construção de marca, seja com o nosso jingle ou com a forma de comunicação. Essa identidade gera uma fidelização muito forte. Agora, estamos em um momento de reinvenção. O brasileiro quer entretenimento saudável, responsável, mas também quer alegria, leveza e diversão. Essa conexão emocional, ser “o jogo da galera”, é o principal driver da nossa estratégia no país.
A Copa do Mundo representa um pico de atenção e aquisição. Como transformar esse momento em uma oportunidade de relacionamento de longo prazo com o usuário?
Para nós, é uma oportunidade única. Fomos reconhecidos recentemente como o ‘Melhor Operadora de Cassino Online da América Latina’ pelo SiGMA Awards, e agora queremos alcançar o mesmo reconhecimento no sportsbook. Estamos investindo fortemente em infraestrutura para essa entrada. A Copa do Mundo será o momento ideal para lançar nosso sportsbook no Brasil, com odds competitivas, promoções atrativas e uma estratégia robusta de marketing. Mais do que aquisição, o objetivo é transformar esse pico em relacionamento duradouro com o jogador.
Quais frentes da operação apresentam maior potencial de crescimento e geração de valor no Brasil?
Nossas frentes de aquisição continuam muito fortes, impulsionadas pelo valor da marca. Afiliados, tráfego orgânico e canais digitais têm performado muito bem. Ao mesmo tempo, a retenção também se destaca como uma ferramenta essencial para manter o jogador ativo. Olhando para o futuro, estamos dando um passo importante: vamos entrar de forma bastante agressiva no segmento de sportsbook, o que abre um novo potencial de crescimento.







