
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Quais são os fatores diferenciadores que fazem com que a Pay4Fun se destaque em relação aos seus concorrentes no mercado brasileiro?
Eu acho que os grandes diferenciais que temos é primeiro o fato de trabalhar com excelência em todos os pontos do ecossistema de pagamento para esse mercado. Nós éramos operadores há vinte anos atrás, a gente sabe as dores do operador. Nós somos a primeira instituição financeira de pagamentos no país em ter a autorização do Banco Central do Brasil, mesmo eles sabendo que a gente estava nesse mercado. Então, sempre levamos muito em consideração: primeiro, as dores do mercado de maneira geral, e segundo, todo o ecossistema e toda a parte regulatória que gira em torno de métodos de pagamentos. Acho que a gente conseguiu, e aí modéstia à parte, com muita maestria, trazer esses dois universos para o mesmo setor e conseguir aplicar isso para o mercado regulado de apostas esportivas. Além disso, o grande diferencial é o fato também da gente conseguir dar um atendimento pós-venda, que sinceramente desconheço que exista nesse mercado. Qualquer operador que a gente trabalhe, qualquer um que seja cliente da Pay4Fun, tem os nossos contatos e qualquer problema operacional, seja ele pequeno ou grande, através de uma mensagem do CEO ou da diretoria da empresa, vai resolver esse problema. Acho que isso é um diferencial bem importante.
Como foi a experiência da empresa trabalhando em um mercado já regulamentado?
Nós sempre nos preocupamos muito em ser um organismo vivo dentro dessa indústria. Vivo em que sentido? De trazer inovação, pois a gente entende que o mercado mudou muito da regulamentação para cá. Desde então, estamos acompanhando todas essas mudanças de perto. No período da pandemia, onde o mercado estava retraído, eu me lembro bem, nós fomos uma das empresas desse setor que investiu mais em desenvolvimento de produtos, mesmo o mercado estando retraído, e colhemos frutos disso depois. Agora, nesse momento de um ano de regulamentação, vamos dizer assim, a gente observou muito o movimento do mercado, como é que o mercado de pagamentos está atuando nesse setor, e tivemos que nos reinventar, isso é uma verdade. Mas graças a uma política muito austera que a gente tem internamente, conseguimos suportar todos os altos e baixos desse ano de regulamentação.
Qual sua avaliação desse processo de regulamentação? O que ainda falta conseguir?
Na minha humilde opinião, o mercado precisava regulamentar! O Governo fez um trabalho genial na figura da SPA, porque ele ouviu todos os players do mercado, tudo que envolvia esse ecossistema do mercado, para conseguir escrever o primeiro passo do que seria uma regulamentação ideal. É evidente que existem políticas que atrapalham um pouco o desenvolvimento da indústria. Ela não é uma regulamentação perfeita e está longe disso. Mas a gente tem um mote que é o seguinte: antes feito, do que perfeito. Tanto a Secretaria de Prêmios e Apostas quanto o Ministério da Fazenda, o Banco Central, estão todos muito envolvidos nesse processo e a gente vê boa vontade do Governo, de maneira geral, em regulamentar a atividade aqui de forma que fique justa, e a competição entre todos os players. Então para a gente está sendo um privilégio participar de todo esse processo, primeiro porque vimos lá no começo e agora porque, assim, vemos um esforço contínuo desse mercado. É evidente que existem coisas ruins da questão, por exemplo, da política, do aumento de impostos, vai sair ou não vai sair, isso tudo traz muita instabilidade para o setor. Em contrapartida, eu acho que assim tudo que está sendo construído até agora, tirando essa parte das taxas, tem sido feito de forma muito profissional por parte da SPA. A gente está muito colado, tanto nesses órgãos do Governo como no mercado, para ouvir ambos os lados e conseguir palpitar de uma forma mais assertiva com relação ao que vai ser desse mercado. Estamos com muita esperança de que 2026 é um ano de afirmação da regulamentação.
Como vê o mercado brasileiro futuramente e quais as novidades da Pay4Fun para este ano de 2026?
Nós acompanhamos todas as dores do mercado, do operador, e está trazendo algumas novidades que não posso dar de antemão ou adiantar muita coisa. Por exemplo, nós estamos trabalhando com um grande parceiro, a nível mundial. É uma empresa gigantesca do setor financeiro, para trazer soluções que vão dar suporte ao PIX hoje. Uma grande parte do mercado se movimenta através do PIX. Estamos trazendo uma alternativa ao PIX que vai oferecer para os nossos operadores acredito que, em algumas semanas, no mais tardar um mês, e estamos anunciando essa parceria, este novo produto aqui para vocês. Acho que essa evolução que a gente sempre teve, constante, de ser esse organismo vivo dentro de um setor que eu sei que está em crescimento, em revolução numa série de coisas, de acompanhar isso, oferecendo ao nosso cliente produtos diferentes são formas alternativas de rentabilizar o negócio dele. Eu como marketing sempre comentei que, para o operador, o depósito, ele converte o jogador, mas o saque, ele acaba fidelizando. Então, quanto mais você tem essa questão da fluidez, por exemplo, no saque, é um motivo a mais para você manter seu cliente lá dentro, já que a oferta de casas de apostas hoje é muito grande. Eu conversei com alguns executivos dessa área de marketing e a gente comentou que o CPA está alto para esse mercado, o dinheiro destinado à publicidade é alto, e poucas empresas hoje operando no país têm essa preocupação de construir uma marca. Nós vemos essa questão da aquisição, do CAC, mas a questão de construção de marca é uma coisa que está ficando secundária e vai ser um fator muito importante à medida que o nosso mercado se desenvolve. O CAC vai deixar de ser uma o pilar principal para ser secundário, porque as pessoas vão se identificar com o DNA da marca. Nós fazemos isso na Pay4Fun desde o seu início, e aí eu posso falar com propriedade, porque eu sempre administrei a questão da marca da Pay4Fun pessoalmente com meu time. A gente sempre teve esse cuidado e é um cuidado que normalmente eu costumo passar para esse mercado. Então, tenha um cuidado, construa uma marca forte, que isso que vai fazer perpetuar o seu negócio. Eu acho que tem muita coisa pra acontecer ainda e que o Governo, sim está com compromisso, e aí, de novo, na figura da, da Secretaria, há de conseguir fazer um segmento cada vez mais próspero







