
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Quais os pontos chave que fazem a Esportes Gaming Brasil se destacar no mercado brasileiro?
O que ficou claro no BiS SiGMA é que o mercado entrou em uma fase de execução. Não é mais sobre promessa; é sobre entrega consistente. Quem se destaca hoje é quem consegue combinar crescimento com governança, operação robusta e confiança do usuário. No nosso caso, o diferencial está nessa combinação. A gente trata compliance, integridade e controle como infraestrutura do negócio. Isso envolve KYC, prevenção a fraudes, jogo responsável e atendimento funcionando de forma integrada, e não como iniciativas isoladas. Outro ponto importante é transformar essa base em experiência para o usuário. Regras claras, suporte eficiente e consistência na jornada. Isso se reflete nas validações externas que temos recebido, como o selo RA1000, do Reclame Aqui, e reconhecimentos em CX. No fim, esses indicadores mostram capacidade de execução no dia a dia.
Qual o balanço da feira no São Paulo e quais tendências você identificou?
O balanço foi bastante positivo. O evento já se consolidou como um espaço relevante de relacionamento com reguladores, entidades e parceiros estratégicos, o que é essencial para a evolução do setor. Em termos de tendências, eu destacaria quatro frentes principais. A primeira é integridade e prevenção, especialmente no combate à manipulação de resultados. A segunda é eficiência operacional e gestão de risco, com foco em antifraude, pagamentos, KYC e governança de dados. A terceira é a publicidade responsável, sendo entendida como parte da proteção do consumidor, e não só como uma discussão de comunicação. A quarta é o avanço da agenda B2B, com exigência de licenciamento e compliance em toda a cadeia de fornecedores. Sobre novidades, o principal ponto foi nossa participação em pautas estruturantes. O CEO Darwin Filho participou do painel que marcou o lançamento de uma plataforma educacional contra manipulação de resultados. Isso reforça uma visão clara: o combate efetivo passa por prevenção, educação e capacidade de resposta.
Como você avalia o momento do mercado com a regulamentação?
A regulamentação elevou a régua e trouxe profissionalização para o setor. Ela cria um ambiente mais seguro para o usuário e mais previsível para investimento. Mas o sucesso depende da execução. O principal desafio hoje, no Brasil e na América Latina, é reduzir o espaço do mercado ilegal, que opera sem controle e concentra risco para o consumidor. Na região, ainda existe uma fragmentação regulatória relevante. Os países avançam em ritmos diferentes, com níveis distintos de fiscalização. No Brasil, além de consolidar o mercado licenciado, a agenda passa por combater a distribuição do ilegal no ambiente digital, calibrar a publicidade sem prejudicar quem opera dentro das regras e manter previsibilidade regulatória e tributária para sustentar o investimento.
Quais são os planos para 2026, com as oportunidades oferecidas pela Copa do Mundo?
A Copa do Mundo vai ser um grande teste de maturidade operacional para o setor. Em momentos de pico, disponibilidade e gestão de risco são parte da proteção do usuário. Para 2026, o foco está em garantir resiliência da operação, com planejamento de capacidade, monitoramento em tempo real e reforço de controles antifraude e de comportamento. Em paralelo, seguimos avançando em três frentes principais: proteção do usuário, com evolução de ferramentas e rotinas de jogo responsável; combate ao mercado ilegal, com cooperação institucional e fortalecimento de controles; e eficiência operacional, com melhorias contínuas em pagamentos, KYC, dados e atendimento.







