
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Como entrou no mundo do iGaming e quais são suas principais funções?
Minha trajetória no design já tem quase 15 anos, e passei por algumas áreas antes de chegar no iGaming. O que me trouxe para esse mundo foi a paixão pelo futebol e a curiosidade pelo universo das apostas. A partir daí, fui me aprofundando, e hoje estou há três anos na Betbra, sendo que já soma uns oito anos dentro do setor. Durante a maior parte desse tempo, atuei como Designer Sênior, e há seis meses recebi o convite para assumir o cargo de Creative Manager, o que pra mim foi uma conquista muito significativa. Liderar uma equipe com designers e profissionais de motion é um novo desafio que estou abraçando com muita felicidade. O que mais me prende nessa área é justamente o nível estratégico que o trabalho criativo exige. Não se trata só de fazer uma peça bonita, é sobre ter a primeira conversa com o usuário. A arte é o primeiro contato que ele tem com a plataforma, e essa comunicação precisa ser clara, precisa e coerente com tudo que a marca quer transmitir. No dia a dia, atuo em contato direto com todas as áreas da empresa: marketing, produto, comercial e até o CS. Esse alinhamento é fundamental. O criativo tem um papel que vai muito além do visual; ele conecta setores e ajuda a empresa a funcionar melhor como um todo. Além da gestão do time, ainda atuo na execução, criando peças, desenvolvendo branding e trabalhando em key visuals. Os desafios são muitos. Um dos maiores é trabalhar dentro das regras do compliance, que são bem rígidas e que muitas casas simplesmente ignoram. Isso exige criatividade dentro de um limite, o que na minha visão só torna o trabalho mais interessante. Outro desafio constante é se manter atualizado num mercado que muda muito rápido.
Como as diretrizes visuais dentro de uma campanha podem fortalecer o posicionamento da marca? Quais são as estratégias que diferenciam a Betbra da concorrência neste sentido?
Uma arte precisa ser bonita, mais também funcional e converter. Se ela for esteticamente impecável mas não levar o usuário a nenhuma ação, ela simplesmente não cumpriu o papel dela. Para isso, trabalhamos com estratégias de neurociência aplicadas ao design. A psicologia das cores, por exemplo, é uma ferramenta poderosa. A tipografia também carrega mensagem, e precisa estar alinhada com o que a marca quer transmitir, algo que reforçamos bastante no rebranding recente da Betbra. O elemento mais interessante de todos é a hierarquia de informações, que induz a leitura do usuário exatamente da forma que queremos que ela aconteça. A gente naturalmente associa o que é visualmente bem cuidado a algo de qualidade. Tem muita estratégia por trás disso, o que hoje chamamos de ‘design estratégico’. No caso da Betbra, o que nos diferencia vai além do visual em si. Temos um compromisso real com o jogo responsável, algo que aparece ativamente nas nossas redes sociais com peças de conscientização e monitoramento contínuo. Isso diz muito sobre quem a marca é. Mas falando especificamente de identidade visual, tenho muito orgulho de trazer a brasilidade para cada peça que criamos. A Betbra é a Bet do Brasil e esse tagline não é enfeite, a gente veste a camisa de verdade, e isso aparece no visual. Tive o prazer de criar o branding da Betbra e também o Bzinho, nossa mascote. Agora no rebranding apresentamos o BRAian, um personagem cujo próprio nome carrega o Brasil e a brasilidade, trazendo uma camada de humanidade à marca e criando uma conexão ainda mais próxima com o usuário brasileiro.
De que maneira a empresa se prepara para a Copa do Mundo 2026?
A Betbra passou recentemente por um rebranding que mostra de verdade quem a empresa é. Não foi uma ação pontual, mais um posicionamento que vai muito além de qualquer evento. É brasilidade pura, consolidada na identidade da marca para ficar. O fato deste rebranding ter saído agora é o que vai nos fazer entrar com o pé direito na Copa do Mundo. Sempre fomos uma bet que quis transmitir brasilidade, mas nessa nova fase, não estamos só transmitindo; estamos vestindo de vez a camisa do Brasil. Temos muitas campanhas sendo preparadas para o evento e posso dizer que estou muito animado e orgulhoso com o que está por vir. O que posso adiantar é que a Copa do Mundo é na Betbra. A Betbra é uma empresa de brasileiros, feita para brasileiros. Então nós sabemos muito bem o que significa torcer para a Seleção, especialmente numa Copa do Mundo. O comportamento do torcedor brasileiro muda nessa época, vem carregado de muito mais emoção, de um sentimento que é difícil de explicar pra quem não viveu. Nós queremos ser a casa desse torcedor nessa Copa, com as melhores ofertas possíveis para acompanhar a Seleção. Toda a nossa comunicação e nosso visual são construídos para falar a língua do público brasileiro. Afinal, somos a Bet do Brasil. Então mais do que nunca, vamos estar conectados e presentes em cada momento dessa Copa junto com o nosso torcedor.
Com sua experiência e conhecimento, seria capaz de prever as tendências referentes à identidade visual e design estratégico que vão se manifestar dentro de um tempo em uma plataforma de apostas?
O mercado de iGaming no Brasil vive um momento muito especial. Esse primeiro ano de mercado regulado nos mostrou que muita coisa pode mudar rapidamente, mas também que o setor veio pra ficar de vez. Dentro desse cenário, as tendências de identidade visual e design estratégico estão evoluindo na mesma velocidade. Muita gente ainda tem um certo preconceito com a inteligência artificial, mas aqui na Betbra, a gente entende que a IA não substitui profissionais, ela os potencializa. É uma ferramenta poderosa para o dia a dia, e vai ganhando cada vez mais espaço nas plataformas, em diversas áreas do iGaming. Na área criativa, já usamos bastante, mas sem deixar a IA virar protagonista visual. Ela está a serviço do processo, não no centro dele. A identidade visual está totalmente atrelada à experiência do usuário, e isso vai se aprofundar cada vez mais. Quando falamos de identidade visual, não estamos falando só de logotipo ou paleta de cores. Estamos falando de neurociência aplicada, tom de voz, arquétipos de marca e muito mais. Tudo isso afeta diretamente como o usuário sente e vive a plataforma, e cada vez mais as marcas vão entender esse nível de profundidade. A tendência que mais me anima como profissional é exatamente o que a IA torna possível: ampliar possibilidades, acelerar testes e permitir uma personalização muito mais profunda. O design estratégico sempre foi sobre entender o ser humano, e agora temos ferramentas que nos deixam fazer isso em uma escala que antes não era possível.







