
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
O mercado tem agora um grande número de empresas com licença definitiva do Ministério da Fazenda para operar no segmento de jogos no país. Quais os desafios e modificações que você observou no antes e depois desta regulamentação?
A regulamentação trouxe um cenário de maior segurança jurídica, tanto para as empresas quanto para os apostadores. Antes havia um ambiente mais incerto, o que dificultava investimentos de longo prazo. Agora, com regras claras, o setor se profissionaliza e se torna mais competitivo, exigindo das operadoras padrões mais elevados de governança e responsabilidade social. Seguimos inovando, sem deixar de priorizar a integridade e a segurança do apostador. No momento, o maior desafio está na concorrência desleal com o mercado ilegal e acredito que este é o grande problema. Sabemos que a fiscalização aumentou e milhares de sites foram derrubados, mas esse é um trabalho que precisa ser constante e, quanto mais frentes estiverem envolvidas no combate às empresas irregulares, mais eficaz será a operação.
A BETesporte participou recentemente de um ciclo de palestras para os clubes de futebol buscando levar educação para os times que patrocinam visando a proteção do esporte e, principalmente, dos atletas quanto à manipulação de resultados. Conte como foi esta dinâmica e como tem se desenvolvido esta política na empresa.
A integridade é um valor central para a BETesporte. A iniciativa de realizar um ciclo de palestras com os clubes que patrocinamos teve como objetivo levar informação sobre riscos de manipulação de resultados e como preveni-los. A ação realizada junto ao CRB e ao CSA, times que patrocinamos, contou com o apoio da Sportradar. Mas durante o workshop foram discutidos tópicos como o conceito de manipulação de resultados e suas formas de ocorrência, os variados tipos de fraude existentes, as estratégias utilizadas por manipuladores para abordar atletas, os perigos ligados às apostas ilegais e as condutas recomendadas diante de situações suspeitas. O feedback que recebemos foi muito positivo e a ideia era exatamente essa: promover uma conversa aberta e esclarecedora. Acreditamos que a educação é o caminho mais eficaz para proteger o atleta, o clube, o segmento de apostas e o esporte.
Quais são os critérios da companhia para suas parcerias e porque acredita que os clubes têm se aliado cada vez mais às bets?
Nós sempre buscamos parcerias estratégicas que ampliem nossa presença no mercado e, ao mesmo tempo, agreguem à experiência do apostador. A associação com transmissões no futebol e futsal, assim como campeonatos europeus e a King’s League pela CazéTV, além da presença nas Eliminatórias para a Copa do Mundo nos jogos da Seleção Brasileira, no Brasileirão, na Copa do Nordeste e nos estaduais, reforça nosso posicionamento de estar próximos das principais paixões do público. Os critérios envolvem audiência, credibilidade e alcance da plataforma e do campeonato, além de ser necessário haver uma combinação com os valores da marca. Além da questão dos patrocínios, também temos embaixadores renomados, como Zico e Vampeta, por exemplo, que possuem um papel estratégico na construção da imagem da empresa.
Como a empresa planeja suas ações para 2026?
Estamos atentos às tendências globais do setor e ao comportamento do consumidor brasileiro, que é extremamente conectado ao esporte. Seguimos em diálogo com clubes, personalidades e ligas para expandir nossa rede de patrocínios e consolidar a BETesporte como referência no mercado regulado brasileiro. Não há nada fechado por enquanto, mas pode ter certeza de que temos trabalhado muito nos bastidores e em breve devemos ter novidades.







