
Por Tatiana Martins, jornalista na G&M News.
Com o mercado brasileiro agora operando sob regulamentação, como você avalia o momento atual da indústria?
O mercado brasileiro passou por muitas mudanças com a regulamentação e, como tudo que é novo, houve um impacto inicial, com certo receio e ruídos, até pela velocidade com que tudo foi implementado. Ainda existem algumas lacunas, principalmente relacionadas ao jogo ilegal, que segue bastante presente. Hoje, mais de 50% da indústria ainda transaciona no ilegal, o que é um ponto de atenção. Por outro lado, vejo uma evolução clara. As empresas estão mais maduras, os reguladores também passaram a entender melhor a indústria, e o mercado começa a seguir um caminho mais sólido. Estamos entrando em um momento mais estruturado, com mais clareza e maior capacidade de atrair investimentos.
Como a regulamentação impactou a operação no dia a dia, especialmente em áreas como aquisição de usuários, retenção e compliance?
Mudou completamente. Antes, operávamos em um mercado cinza, com muitas limitações, especialmente em publicidade e aquisição. Hoje, com a regulamentação, conseguimos estabelecer relações mais claras com grandes plataformas de mídia e anúncios, o que nos permite trabalhar com dados de forma mais estruturada. O desafio também mudou: antes era conseguir rodar campanhas; agora é ser competitivo, profissional e orientado por dados. A aquisição tende a se tornar mais cara, então as empresas passam a equilibrar melhor aquisição e retenção, além de investir mais na experiência do jogador.
Quais estratégias têm se mostrado mais eficientes para fortalecer a marca e criar uma conexão real com o jogador brasileiro?
A principal estratégia é focar no cliente. É fundamental entender suas necessidades e, principalmente, educá-lo sobre o mercado regulamentado. Existe ainda um processo de reeducação, mostrando que a regulamentação não tira a diversão, mas traz segurança jurídica e proteção ao jogador. A partir desse momento, entramos em uma fase de experiência, ouvindo o cliente e criando um ambiente mais atrativo e confiável. Esse equilíbrio entre educação e experiência é o grande diferencial.
Quais frentes da operação hoje apresentam maior potencial de crescimento e geração de valor no Brasil?
Sem dúvida, as estratégias voltadas para experiência do usuário, retenção e construção de marca. O grande desafio é ir além do ambiente digital e mostrar que existe uma estrutura real por trás da operação, pessoas, processos e um ecossistema. Precisamos fazer com que o jogador não enxergue apenas um site, mas uma marca com identidade, propósito e conexão emocional. É isso que gera fidelização e valor no longo prazo.
A Copa do Mundo representa um pico de atenção e aquisição. Como transformar esse momento em uma oportunidade real de relacionamento com o jogador?
O principal é criar um ambiente seguro, interativo e que vá além da aposta. A Copa do Mundo traz um forte senso de comunidade; as pessoas querem conversar, interagir e compartilhar experiências. Então, mais do que oferecer promoções, o objetivo da Sabiá Gaming é criar esse senso de comunidade dentro da plataforma. Se conseguirmos gerar essa proximidade e interação, aumentamos muito as chances de retenção no pós-evento. O segredo está justamente nisso: transformar um pico de aquisição em um relacionamento contínuo.







