
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Poderia contar como é a dinâmica da otimização de desempenho e lucratividade da marca e a importância deste setor para uma plataforma de apostas atualmente?
No dia a dia, a minha atuação é muito voltada à gestão do calendário de eventos e ao entendimento do que realmente gera interesse para o usuário. Então existe um acompanhamento constante dos principais jogos e competições do dia, buscando entender quais eventos têm maior potencial de engajamento e como podemos destacar isso dentro da plataforma. O trabalho passa muito por levar relevância para o jogador, desde dar mais visibilidade aos grandes eventos, criar campanhas e ativações em cima dos jogos/competições mais importantes, até também buscar formas de otimizar e gerar interesse em eventos que naturalmente teriam menor procura. Tudo isso olhando sempre para experiência do usuário, navegação, mercados disponíveis e competitividade do produto. Também acompanho muito os KPIs da operação, como turnover, GGR, margem e engajamento da base, performance de campanhas, porque esses indicadores ajudam a entender o comportamento do usuário e gerar insights para um crescimento mais sustentável da operação da Viva Sorte Bet. Outro ponto muito importante é a gestão de risco e exposição. Em um mercado que funciona praticamente em tempo real, precisamos monitorar cenários de alto impacto, comportamento de jogadores e movimentações específicas que possam impactar a operação. Além disso, existe uma interface constante com fornecedor da plataforma, para garantir a estabilidade operacional e evolução contínua do produto. Também, é fundamental ter um alinhamento muito próximo com Marketing e CRM para construção de campanhas de aquisição, retenção e reativação de jogadores. Tudo isso está sempre conectado às diretrizes regulatórias e de jogo responsável, que hoje são pilares fundamentais para qualquer operação que queira crescer de forma sólida no mercado brasileiro.
Como é estabelecido um crescimento sustentável da plataforma junto ao monitoramento do comportamento de jogadores?
O crescimento sustentável passa muito pelo equilíbrio entre aquisição, experiência do usuário e responsabilidade na operação. Não adianta crescer apenas em volume se você não acompanha o comportamento da base e não entende o perfil dos jogadores que está atraindo. Na prática, trabalhamos muito em cima de análise de comportamento, segmentação e monitoramento de atividade. Isso ajuda tanto na parte comercial quanto no olhar para jogo responsável. Em períodos de grande impacto, como finais, clássicos ou grandes eventos, o volume naturalmente aumenta, e junto com ele cresce também a necessidade de monitoramento. Então existe um cuidado muito forte em relação à experiência do usuário, estabilidade da plataforma, campanhas mais controladas e acompanhamento de padrões de comportamento para garantir uma operação saudável.
Como você descreveria o mercado brasileiro de apostas esportivas atualmente, do ponto de vista do produto e do comportamento do usuário?
O mercado brasileiro hoje vive um momento muito interessante porque ele deixou de ser apenas um mercado de aquisição agressiva e começou a amadurecer em produto e experiência. O usuário brasileiro, sobretudo o jogador de sportsbook, está cada vez mais informado. Ele compara odds, acompanha promoções, busca plataformas mais rápidas e também valoriza experiência mobile e facilidade de navegação. Ao mesmo tempo, o brasileiro tem um comportamento muito emocional ligado ao esporte. Grandes eventos movimentam a operação, principalmente futebol, mas hoje a gente já vê crescimento em outros esportes e também, e buscamos sempre oferecer mercados em funcionalidades como Bet Builder e gamificação. Então vejo um mercado cada vez mais competitivo, onde não basta apenas investir em marketing. As empresas que conseguirem entregar experiência, confiança e inteligência de produto vão se destacar mais.
Como a Viva Sorte Bet está trabalhando para responder ao crescimento no volume de apostas volume durante a Copa do Mundo?
A Copa do Mundo é o maior momento do ano para qualquer operação de sportsbook, porque ela movimenta tanto o público recorrente quanto um volume muito grande de jogadores recreativos. A nossa preparação na Viva Sorte começou muito antes do torneio. Existe um trabalho de planejamento operacional, campanhas, experiência do usuário, estabilidade da plataforma e definição de estratégias específicas para esse período. Um ponto que estamos trabalhando muito forte é a questão da gamificação e da experiência do usuário durante a Copa. O objetivo é fazer com que o cliente sinta realmente o clima do torneio dentro da plataforma. Então estamos desenvolvendo ações como missões exclusivas, produtos voltados para a Copa, experiências de palpites dentro da área de gamificação e ativações específicas para aumentar o engajamento durante os jogos. A ideia é que o usuário não entre no site apenas para apostar, mas também para viver uma experiência mais completa e interativa durante a Copa do Mundo. Além disso, a Copa é um período muito importante para retenção. Não é só sobre receber volume durante o torneio, mas também sobre transformar essa audiência em uma base mais ativa no pós-Copa. Então toda a estratégia acaba sendo construída pensando no impacto de longo prazo para a operação.







